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Há que assumi-lo com frontalidade: por mais corrupto que seja o Karasev gang, por mais competentes que tenham sido os jogadores do Sporting no jogo, por mais positivo que esteja a ser o treinador, por mais apreciável que esteja a ser a presidência de Bruno Carvalho (que até já provocou este excêntrico e pantomineiro "affaire" presidência da Liga), a derrota daquela equipa canarinha no palco da Liga dos Campeões foi justa.

 

O Sporting joga assim. Quem não respeita o equipamento não respeita a sua história. E não merece melhor. Custará dizê-lo, mas é a verdade

 

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publicado às 11:46

O Sporting na Liga dos Campeões

por jpt, em 22.10.14

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Sergey+Karasev+PFC+CSKA+Moskva+v+FC+Dinamo+hpAMSsM

 

e o dirigente desta tralha chama-se Platini e é ... francês.

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publicado às 11:41

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 Texto para a edição de  14.10.2014 do "Canal de Moçambique"

 

 

 

“Espaços e Cidades em Moçambique” de Isabel Castro Henriques.

 

Como já será evidente aos hipotéticos leitores esta “Estante Austral” não se prende com as novidades ou, mesmo, com a actualidade da edição. Trata-se de uma conversa com os livros existentes, um desarrumar até aleatório das estantes dedicadas a temáticas moçambicanas, maneira de recordar (ou  até mesmo dar a conhecer) aquilo ausente dos escaparates dos livreiros ou mesmo esquecido nas estantes mais recônditas das bibliotecas, públicas e pessoais. E se algumas vezes despertar a vontade alheia de vasculhar em busca do aqui referido será já vitória. Maior será esta ainda se produzir alguma reedição.

 

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 Vem o preâmbulo a propósito deste “Espaços e Cidades em Moçambique”, um pequeno e precioso livro editado em 1998, muito provavelmente já esgotado. Trata-se de uma obra da historiadora portuguesa Isabel Castro Henriques, reconhecida especialista sobre a história angolana. Na prática trata-se de um livro suporte, funcionando como catálogo da exposição então produzida pela mesma autora por encomenda da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, mas feito com a perícia que lhe permitiu ficar como obra autónoma, suficiente por si mesma, um mimo à leitura.

 

(Texto completo aqui)

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publicado às 00:55

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Ali para além da Ericeira, "então, minha senhora, e como se chama este bolo?", sigo eu curioso. "Croquete de ovo", ouço, estupefacto. E ainda me surpreendia com a verve belga ...

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publicado às 23:10

Sporting, Clube Mundial

por mvf, em 18.10.14

 

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publicado às 23:23

Em Lisboa

por AL, em 17.10.14

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Chamo a atenção para os painéis sobre as campanhas na África (então) Portuguesa.

AL

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publicado às 16:08

Em Maputo

por AL, em 17.10.14

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 AL

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publicado às 15:30

Eleições moçambicanas

por jpt, em 16.10.14

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[fila para votação, fotografia da página-facebook Txeca]

 

A contagem vai avançando, vejo os resultados parciais anunciados nos murais-FB de amigos. É certo que nisto da política costuma-se dizer que "prognósticos só depois do jogo", e que muito provavelmente os postos ainda não transmitidos são os mais longínquos de Maputo, nos quais o predomínio do partido Frelimo será menos acentuado. Mas pelos resultados já vistos pode-se retirar a ideia de que, como era esperado, Filipe Nyusi será o próximo PR. E que o Frelimo ganhará a maioria parlamentar - nesta vertente alguns consideravam a hipótese de brotar apenas uma maioria relativa.

 

Como é normal os ânimos políticos exaltam-se nestas ocasiões e um tipo - ainda para mais estrangeiro - falar da questão levanta sempre mal-estar nos alheios. Mas ainda assim:

 

O partido Frelimo tem muitos defeitos, nos quais noto mais a insensibilidade ecológica das suas camadas dirigentes. E refiro-o não como se fosse eu um tardio hippie mas porque antevejo enormes custos sociais futuros devidos à depradação do meio ambiente. E tem também a parte, antipática a muitos olhares, de corporizar a formação da burguesia nacional, tal-e-qual tantos outros lugares (basta ir ler o velho Thomas More, para saber como foi) - e com imensos tiques da "burguesia compradora", como se chamava há umas décadas. Mas também tem esta característica: governa há 40 anos. Num país que começou paupérrimo, no qual assumiu uma política comunista que teve custos e tendo depois feito uma inflexão capitalista (chama-se agora "economia de mercado" mas não uso isso porque não se chama "economia de estado" ao comunismo), a qual também teve custos. Governou durante uma guerra civil terrível. E governa há vinte anos em paz, num país que continua paupérrimo, sem indústria, sem lugar de emergência no mercado internacional (como quase toda a África subsahariana), sem capital próprio suficiente. E com uma economia (e sociedade) também condicionada por ditames das organizações internacionais (aquilo a que o obscurantista discurso português chama "troika"). Ou seja, o "estado da arte" moçambicano tem imensas causas internas. Mas também gigantescas amarras externas. É desse contexto que emerge a tal característica do Frelimo: em condições duríssimas de vida, umas sofridas outras auto-provocadas, continua a ter um enorme apoio popular. Com mais por cento ou menos por cento, mas estruturante.

 

Há a utilização (óbvia, mas nada original no contexto mundial) do Estado para as campanhas. E há também iniciativas fraudulentas nos processos eleitorais - que sempre existem, como demonstram as denúncias de observadores in loco, mas que são, e os agentes já deviam ter percebido isso, verdadeiramente desnecessárias [não me refiro a 1999, mas o contexto desde então muito mudou]. Mas reduzir a superioridade eleitoral do Frelimo a essas características denota uma incompreensão do real político moçambicano. E, em última análise, apouca a capacidade política do eleitorado, como se este não fosse capaz de expressar em consciência.

 

Críticas e constestações são feitas, até eleitoralmente. Como nas últimas autárquicas, onde o eleitorado urbano (até em zonas tradicionalmente frelimistas), puniu aquele partido - votando no MDM, uma oposição política pacífica. Por razões de política local mas também por razões de expressar crítica à governação do país. E lembro a quantidade de amigos meus, frelimistas convictos desde sempre, que votaram na oposição em Maputo e Matola (alguns para minha verdadeira estupefacção, nunca o imaginaria ...). Mas no momento de dirimir a governação do país outras considerações surgem. Duas fundamentais: a crença (mesmo que algo iniludida) numa continuidade, desconfiando de uma oposição que, de facto, não tem um projecto político-social expresso, para além de algumas boas práticas de governação local.

 

E uma segunda, fundamental diferença em relação às últimas autárquicas. A desconfiança com o partido Renamo. Não só face às memórias da guerra finda em 1991. Mas também face ao ressurgimento das práticas guerreiras em 2013, sucedidas após longo período de letargia política. Certo que como líder da oposição Dhlakama ressurgiu, uma boa votação, apagando Simango - aliás, não sendo eu nada adepto das teorias da conspiração, penso que a reintegração de Dhlakama no processo político eleitoral veio beneficiar o Frelimo, talvez uma maestria xadrezística.

 

Dhlakama teve banhos de multidão. Mas está, mais uma vez, demonstrado que este eixo de abordagem política não crescerá mais no país. Não é insignificante. Qualquer pessoa que conheça o país percebe que a massa popular de apoiantes do Renamo são os "descamisados" - e por isso tanto sorrio quando, por vezes, vejo moçambicanos, sempre estes de origem europeia, com outro património cultural que os leva a este tipo de discurso cristalizado, invectivarem a "direita" renamista (ou mdmista) em nome da sua "esquerda". Ou seja a grande base política renamista é sociologicamente importante, constitutiva. 

 

E mostra a necessidade de incrementar a democratização, descentralizando o desenvolvimento. Entre outras coisas impedindo o florescimento de "sem-terra", esse horroroso pesadelo para quem pensa o país.

 

(texto feito às 15 horas de quinta-feira: e se os resultados mudam, invalidando numericamente este postal? Pois, então dir-me-ei "quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão")

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publicado às 13:13

A primeira vez nunca se esquece

por AL, em 15.10.14

Parecia uma fita de nastro encarnado aquela picada. Matope é como chamam à terra barrenta e escorregadia que abunda lá para as bandas de Manica. Na berma da picada caminha uma mulher. Magra, muito magra, de idade indefinida, cabelo avermelhado do pó, semi-nua com andrajos. “Foi combatente”, diz-nos o motorista com a indiferença do conhecido. “Agora anda por aqui. Vem da estrada lá ao pé do Inchope e vai até perto da fronteira com o Zimbabwé; depois volta para trás e vai outra vez até à estrada. Deve ter perdido alguma coisa nesta picada. Agora perdida está ela. Dizem que ficou traumatizada. Esteve num centro no Chimoio, mas deve ter fugido ou soltaram-na. O pessoal daqui de vez em quando dá-lhe comida; camionistas que vêm do Zimbabwé ... enfim, já se sabe. Às vezes anda aí despidinha de todo! Desgraças da guerra...” Pedi para pararmos, saí do carro e aproximei-me. Sussurrava baixinho em sons que desconheci; tinha olhos mas não tinha olhar. Foi a primeira mulher combatente que vi. Quer dizer, que soube que tinha sido combatente. Soube ainda que andou pela picada durante uns anos e um dia desapareceu. Eu nunca mais a vi, mas nunca a esqueci.

AL

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publicado às 18:32

Dedos

por jpt, em 15.10.14

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 (o dedo de um colega meu, Maputo, hoje)

 

Fim da tarde, venho ao FB ver notícias de Moçambique, dia de eleições. Vejo dezenas, largas dezenas de fotos destes dedos marcados a tinta, a fortíssima pictórica eleitoral. Dedos afirmativos, dedos cidadãos, dedos festa. Algumas fotos mostram também o "bichar" nas estações de voto.

 

Tem limitações a democracia moçambicana? Sim, as maiores das quais são a relativa plasticidade do princípio "one person, one vote" e a sobrevivência de algumas derivas guerreiras. Mas tem grande força, vontades. Mostram-no todos estes dedos erectos. Que sejam menires. E pilares.

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publicado às 18:17

Le plus ça change....

por AL, em 15.10.14

Decorria bem o jantar – bom repasto partilhado por amigos de data longa e recente, parentela diversa. A conversa fluía amena: memórias comuns e singulares que agora se partilhavam, artes e letras, viagens, família. Enfim, o trivial sem massa folhada. Nem sei bem como, acabámos a discutir “a situação” e, mais infalivelmente ainda, “os cortes”. Comungava-se a indignação contra os ditos na saúde, na educação e nas reformas, sem qualquer contrapartida nos privilégios instituídos. Debatia-se o SNS quando um dos comensais, sócio de uma empresa na área da saúde, nos reduziu a pó com casos concretos do despesismo e do sistema do pagamento tabelado. Na minha empresa, por exemplo, sou obrigado a vender ao SNS por 1,200 euros um serviço que me custa, no máximo 200 e tal euros. Isto é, se um particular me quer comprar este serviço, eu vendo-o por 300 euros e tenho margem de lucro; se o mesmo serviço vier pedido através do SNS sou obrigado a cobrar os 1,200 euros porque sou obrigado a seguir o preço da tabela. Há uns anos, este preço fazia sentido porque a tecnologia era cara; hoje em dia os custos diminuíram significativamente, mas as tabelas continuam por actualizar. Acabámos o jantar num silêncio meio acabrunhado.

Ora eu, que sou mais bolos, confesso já o meu quase total desconhecimento do que se passa na política portuguesa (mais que desconhecimento, é desinteresse mesmo). Posso, portanto, estar a dizer um enorme disparate mas quando ouvi aquele miúdo do PS, giro que se farta e decorativo até mais não (não sei o nome e não me apetece ir ver), afirmar que prefere cobrar mais impostos do que cortar nas despesas do Estado, só me ocorreu perguntar: de que despesas falava ele? E aumentar os impostos a quem?

Porque, em minha modesta opinião, cortar despesas em serviços que custam ao Estado quatro vezes mais que o devido, parece-me ... como dizer... saudável (pun intended!). E aquela coisa dos ricos que paguem a crise, para além da falácia que é, só serve para grafitar paredes. Ou embelezar com arte popular, vá! Aumentam-se os impostos e aumenta-se a carga fiscal do pequeno contribuinte já tão sobrecarregado; “os ricos que devem pagar a crise” ou já estão defendidos em off-shores e empresas inexistentes na... sei lá... Costa Rica?,  ou vão passar a estar. Não me entendam mal; sou acérrima defensora do sistema tributário como forma de re-distribuição de riqueza, tenho os meus impostos em dia e acredito que sonegar impostos – essa prática tão socialmente aceite neste país –  é roubar aos pobres e que gerir mal as receitas fiscais é roubar a todos nós. Portanto, o miúdo é giro que se farta e decorativo até mais não? É! A nova geração traz para a arena política ideias e posturas novas? Não!

AL

PS: Julgava que tinha publicado isto e verifico agora que afinal ficou nos rascunhos... Aqui fica agora

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publicado às 18:15

E o meu coração tão longe ….

por AL, em 15.10.14

Estão quase-quase a fechar as urnas em Moçambique à hora a que aqui, no norte do hemisfério norte, escrevo isto. Estou aqui, mas não estou aqui – estou lá. Com as minhas amigas*, com as minhas mulheres de armas. Como se, sendo estrangeira, fosse também uma delas. Daqui e enquanto aguardo só espero e desejo que o resultado das eleições seja um: Paz.

 

* neste “amigas” englobo também os amigos, pois “quem diz Mulher quer também dizer Homem” como nos ensinavam na escola.

 

AL

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publicado às 18:12

Diário de Lisboa (4)

por jpt, em 15.10.14

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De repente, e sem estar eu à espera, levam-me a um seminário. A (re)conciliar-me com a intelectualidade portuguesa. Há muito tempo, mesmo muito tempo, que não ouvia alguém tão interessante. Ou melhor, que não ouvia sobre um trabalho tão interessante. Falta-me ler [a página da antropóloga Sandra Marques é esta, mas não tem a tese], mas do que ouvi é mesmo muito prometedor.

 

Deixem-se lá dos habituais - os "publicistas" -, sobre o habitual.  Há mais gente, há mais mundo. Neste caso tomem atenção.

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publicado às 05:09

Diário de Lisboa (3)

por jpt, em 15.10.14

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Regresso a Lisboa, quase vinte anos depois, ainda que apenas de passagem mas a tentar ancorar-me. Manos, manas, ainda os tenho (afinal?), a darem a mão, a partilharem as pistas que têm, num "anda cá", a ver, a empurrarem até, se ainda há caminho para este mais-velho. Eternamente grato, digo eu vero falsário, sei bem que nos esquecemos do bem que nos fazem, eu não diferente dos outros.

 

E, porque é este o nosso meio, o profissional, a fazerem-me entrar num para mim outro mundo, a darem-me a conhecer pessoas, colegas mais-novos ou mais-recentes, eu já a ouvi-los nos seus dizeres, ecos de um mundo que talvez teria sido o meu se tivesse aqui ficado, mas ao qual agora chego tarde, espero, e sinceramente, que tarde demais. Pois mundo gente de certíssimas certezas, decerto algumas vasculhadas em muito mais textos do que eu conheci nestas décadas, outras talvez brotadas das juventudes ainda exercidas. Ou de outras leituras porventura, ou outras, se calhar menores, andanças talvez. Daí, e neste pouco tempo profissional, nem semana é, já me anunciaram várias vezes o "local" do mal, desse deduzindo-se o do bem. Assertivos, assertivas.

 

Angustio-me. Sou antropólogo, um dos tipos que falam dos poços de água, dos pequenos tribunais locais, de que tipo de escolas ou como escolas, das medicinas locais para além da química, do fomento, agrícola piscícola pecuário, das tantas "pequenas" coisas da vida de milhões de pessoas. Isso da ciência "aplicada" tão desprezada no rincão, pelos funcionários do estado, resguardados nos seus pequenos privilégios do "compromisso histórico" daqui - ao qual chamam "modelo", sem interrogarem, sem duvidarem, cerceando-lhe quaisquer arestas que incómodas ao prazenteiro.

 

Angustio-me. Sou antropólogo, um dos tipos que não falam só dos poços de água, dos pequenos tribunais locais, de que tipo de escolas ou como escolas, das medicinas locais para além da química, do fomento, agrícola piscícola pecuário, das tantas "pequenas" coisas da vida de milhões de pessoas. Isso da ciência "aplicada" tão desprezada no rincão, pelos funcionários do estado ... Pois a gente fala também, ou deveria falar, do mundo, do relâmpago. Ou da síntese, geológica. Incertos bardos. Incómodos.

 

Se na actualidade há bardo por aí, encontrei-o aqui, e há muito. Em "Unforgiven" - neste trecho do seu final crucial a partir dos 16 segundos - Clint diz "é melhor que enterrem Ned [Morgan Freeman] decentemente ... que não mutilem as putas", e volta-se para trás (para a mole, a "demos", escondida na noite chuvosa, a quem já ameaçou matar famílias e queimar propriedades) e culmina "ou eu regresso e mato-vos a todos, seus filhos da puta", e é aí que a bandeira americana, semi-obscurecida pela intempérie noctívaga, surge, ela sempre ícone do eastwoodianismo, e não só dele - signo ali para a desinterpretação dos militantes profissionais.

 

Clint está a abandonar a cidade, acabou de matar seis homens, um desarmado a sangue-frio (o dono do bar), outros cinco em duelo. No rescaldo matou Gene Hackmann a total sangue-frio, em tiro queima-roupa de sem-misericórdia (e mesmo que em filme já de 1992 isto de uma estrela como Eastwood abater deste modo uma outra estrela cinéfila magna como Hackmann é uma ruptura com o cânone, que um filme de Eastwood não é uma inútil pantomina tarantiniana, tem a grandeza de moldar, é produção de mundivisões).

 

É um momento único, uma síntese antropológica crucial: não só o trivial (aqui na gasta pátria desconhecido e desensinado) de que o real não é bi-cromático, pobre. Mas sim da complexa ética fundamental, de que o mal é constitutivo, essencial, um valor, plástico, melhor, úbere. Bem.

 

E isso confunde. Não  esta gente, a assertiva. Mas o mundo, lá fora.

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publicado às 04:34

de vez em quando

por jpt, em 15.10.14

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de vez em quando venho a lisboa, sento-me no teu lugar, trabalho ou até não, e pronto, a vida é assim, sem mais.

 

Às vezes, à noite, abro o bar, o teu frugal bar, e beberico. De vez em quando, hoje também, acabo uma das tuas garrafas, daquelas que não partilhámos na ironia. E, pronto, a vida é assim. Sem mais ...

 

 

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publicado às 01:37


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