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Francisco Noa acaba de receber, hoje mesmo, o Prémio de Literatura BCI 2014, que lhe foi atribuído a propósito do livro "Perto do Fragmento, a Totalidade. Olhares sobre a Literatura e o Mundo", uma preciosa colectânea de ensaios à qual juntou uma série de prefácios, apresentações de livros e textos de opinião.

 

Este é o prémio literário mais importante no país, agora pela primeira vez atribuído fora do eixo ficção/poesia. É uma jubilosa notícia. Pelo reconhecimento público que implica a um intelectual de grande densidade. E inflexível, no compromisso que assumiu com a reflexão, sem ademanes nem facilitismos de ocasião. 

 

Quando este livro foi publicado botei aqui nota da sua apresentação pública. Na altura escrevi, e agora repito: "Francisco Noa é um tipo que vale. Exemplar. No registo pessoa, amigo. Como intelectual.". Acho que disse tudo o que senti dizer. E, também por isso, a minha alegria neste dia.

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publicado às 18:01

Rui Machete: palavras para quê?

por jpt, em 28.01.15

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(O presidente americano Obama e sua mulher, agora na Arábia Saudita)

 

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(O ministro dos negócios estrangeiros português Machete e sua mulher, agora no Irão - já agora a que propósito é que a mulher de um ministro acompanha uma deslocação oficial ao estrangeiro?)

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publicado às 13:08

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Para um dia de um desabafo destes a banda sonora só pode ser esta, a dos grandes King Crimson (esses desde os anos 80 ...)

 

 

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publicado às 23:59

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 (foto do Luís Abelard, um amigo que faz saudades)

 

Sabia que o regresso a Portugal seria difícil. Durante os últimos anos fui muito solicitado por compatriotas (conhecidos, conhecidos de conhecidos, totalmente desconhecidos [auto-estrada do google]) com pedidos de ajuda para emigrar para Moçambique - como aqui narrei, pesaroso por não poder ser útil à esmagadora maioria. Mais que não fosse saberia por isso que para a gente da minha área (antes dita "humanidades") isto não está nada fácil. Quando há alguns meses decidi voltar ao país logo um amigo me escreveu "andas sempre em contraciclo", anunciando-me dificuldades. Escrevi então a algumas pessoas, que me aconselhassem o "que fazer?". De muitas recebi o silêncio - 18 anos fora é muito tempo, e a vida é a merda que é, e nós também o somos. Mas de outros amigos recebi então, e depois após aqui chegado, um apoio constante, como se irmãos uterinos, e queridos, fossem. Eles sabem quem são, não vale pena escrever-lhes o nome ("taggá-los", no português actual). Apoio companhia, e apoio profissional.

 

Enquanto termino a escrita de um trabalho que trouxe de  Moçambique meti-me a fazer um tardio doutoramento, em Antropologia no ISCTE. Não para ostentar o penacho do PHD, mas por razões pragmáticas: hoje em dia já tenho vários antigos alunos meus doutorados e, ainda que isso me dê muito  prazer, na concorrência no mercado laboral a profusão de graduações das novas gerações estralhaça-me. Para isso, sonhando fazê-lo rapidamente, pedi uma bolsa de investigação à Fundação de Ciência e Tecnologia, em Setembro passado, e comecei a frequentar aulas. 

 

Os juris de avaliação dos pedidos de bolsa reuniram em Novembro passado. Os resultados foram agora divulgados - dois meses depois das reuniões. Sim, dois meses depois!!! Em 2014/5 um departamento do estado português leva dois meses a comunicar aos investigadores científicos o resultado das suas candidaturas ... A minha candidatura não foi avaliada, um erro no processo de inscrição. Não fui só eu: o programa de inscrição de candidaturas da FCT é fraco, e permite erros na colocação das áreas científicas. Ouço dizer que há problemas semelhantes no sector de Engenharia. E sei que na minha área disciplinar, a Antropologia, houve imensos erros devido à falibilidade do sistema. Por isso este ano nesta nossa área de Antropologia houve mais candidaturas a investigações de doutoramento e pós-doutoramento não-avaliadas (liminarmente recusadas, por motivos informáticos) do que avaliadas (entre as quais se seleccionam as que serão financiadas). Uma desgraça, em termos disciplinares. E a comprovação, empírica, do mau desenho e péssimo desempenho daquele sistema informático.

 

Passei o fim-de-semana com isto na cabeça, a fingir-me inteiro - a desentender-me com as pessoas queridas que me rodeiam, que pouco disto perceberão. E a almoçar com a senhora minha mãe, que nada disto sabe. E a falar com a menina minha filha, lá em Bruxelas, que nada disto imagina. E a encenar-me carro de assalto blindado, como se esfuziante numa ida ao estádio de Alvalade. Hoje de manhã fui à FCT pedir informações sobre a possibilidade de pedir a revisão do processo. E por revisão entenda-se ser avaliado, apenas saber da hipótese de um hipotético financiamento. Que o fizesse, disse-me a diligente e simpática funcionária, que não desistisse, insistiu, humana. Mas avisando que o processo demorará dois ou três meses, nunca menos.

 

Saí para o ISCTE, tenho que acabar quatro textos, tarefas que me cabem no congresso da semana que vem, actividade inscrita neste eixo de actividade. Trabalho que me obriga a pagar uma jóia de 100 euros, hoje último dia por favor especial. Não, não ganho pelo trabalho, pago para o poder fazer! Para cumular este ramalhete ...

 

Desisto, avanço para casa. Elísio, que veio de Maputo em trabalho, ficou cá hospedado. Trouxe uma Jameson. Bebo meia dela na tarde, esqueço os textos (esses que tenho que pagar para os ler). E vou para a net, candidato-me aos primeiros dois postos que vejo: um em Moçambique, mas sei que será muito difícil obtê-lo, a começar pelo visto de trabalho, sempre tão difícil para um português. E a um outro, uma vaga vista na rede Linkedin, um posto no Afeganistão. Depois paro, bebo mais um Jameson, lembro-me da Carolina em Bruxelas nos seus 12 anos. E lembro-me, ainda mais, que tenho 50 anos - se calhar a minha época de afeganistões já passou. E como não teria sequer hesitado antes dela nascer.

 

Depois recordo-me do que disse o outro dia a um amigo, solidário, a oferecer-se para ajudar, "dispõe pá, não te ponhas com coisas ...", apesar de também ele agora na mó de baixo: "isso do orgulho é coisa de XX. Neste XXI não o podemos ter, ao orgulho". E associo-lhe a velha pergunta: "para que serve um blog?". E respondo-me: para procurar trabalho. 

 

E assim sendo: se alguém que passe por aqui souber de um trabalho disponível faça o favor de me avisar. De preferência fora daqui, foda-se.

 

[O meu currículo vital está aqui - e o meu e-mail está lá colocado].

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publicado às 17:35

O sentido da vida

por AL, em 24.01.15

Pelo meu cientista favorito...

 AL

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publicado às 22:19

45º templo: Pink Flyod em Pompeia

por jpt, em 24.01.15

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Concerto encenado, nisso procurando-se mítico, e também o filme o ficou. De época, talvez, visto agora. Mas tem um desarranjo que é cativante. Aqui fica em fascículos ...

 

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publicado às 20:27

Celebrar Bordalo Pinheiro

por jpt, em 23.01.15

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Hoje sexta-feira acontecem os 110 anos da morte do enorme Rafael Bordalo Pinheiro. No agradabilíssimo museu que lhe é dedicado (ali ao Campo Grande, na falda do glorioso estádio de Alvalade), casa diligentemente dirigida por João Alpuim Botelho, acontecerá sessão evocativa (e espero que invocativa) do gigante. Participarão os mestres António, Bandeira e Nuno Saraiva, dele descendentes, que são as pessoas que vou ouvir. Espero encontrar visitantes do ma-schamba.

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publicado às 04:08

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Não tenho qualquer simpatia pela "causa homossexual" política portuguesa, repugna-me até. Pois, ainda que abrilhantada na aparência irreverente, foi serva dessa miserável era socialista, astutamente utilizada, colonizada até, pelo craxismo luso. Tal como antes o foi o dickensiano discurso da causa "interrupção voluntária da gravidez" e, depois, já aí vinha o reggae da despenalização haxixiana, colapsada face à forte crise financeira que a atirou para as calendas gregas. 

 

Dito isto: há alguns anos Manuela Ferreira Leite explicitou o que é e deveria ser óbvio. A família é para procriar, é uma instituição com essa finalidade. A esquerdalhada infecta, na colecção de cromos em que vive, apupou-a, chamou-lhe "velha" e coisas assim. Até, miséria de Estado que paga a tal gente, antropólogos funcionários públicos - que deveriam ter sido despedidos, liminarmente, por incompetência ao expressarem o dislate de discordarem com tal evidência, assim ferindo o cerne da sua actividade profissional.

 

Em assim sendo é óbvio que tendo a sociedade portuguesa, e os seus representantes políticos democraticamente eleitos, concordado e legislado em favor do casamento entre homossexuais estes têm, por inerência, todos os direitos a procriar. Biologica e/ou socialmente, adoptando ou "tecnologizando". Pois o casamento é para isso, regulando direitos e deveres sobre filiações, obrigações face a parentelas e distribuindo patrimónios transgeracionais.

 

Negar isso, como ontem continuou a fazer a Assembleia da República portuguesa, é a mais abjecta das indigências intelectuais. E uma vergonhosa cobardia política. Uma sem-vergonha que vem do PS de Sócrates - aplaudida por algum do "homoalegrismo" -, e que se reproduz. Ou se tem a coragem política de reverter a situação, inibindo este tipo de casamentos (para quê?, pergunto-me, que mal provocam ao mundo?). Ou assume-se o que é o casamento.

 

E nada disto tem a ver com os "direitos" das "pobres" crianças despojadas nos orfanatos, essa choraminguice dickensiana, falha de imaginação, que sempre brota. Tem só a ver com os direitos dos adultos. Quem pode casar (sendo solteiro/divorciado, sendo intelectualmente capaz, estando na posse do livre-arbítrio) pode adoptar ou procriar biologicamente. Repito: ou revertem a lei ou aceitam isto, não há meio termo. Ponto final parágrafo.

 

O resto, o lixo, isto que há, tem nomes: Sócrates, Passos Coelho, Portas. E quem os apoia, pois nisto não há "liberdade de consciência". Só mesmo hipocrisia.

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publicado às 02:39

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publicado às 01:13

Clint, "Atirador americano"

por jpt, em 23.01.15

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Estreado hoje o "Atirador americano" de Clint Eastwood. É majestoso. É o grande filme sobre a guerra desde que Kubrick se debruçara em "Full Metal Jacket", refutando-a. Há aquela coisa da fantasia realista, que sobre o assunto Spielberg mimetizara nos frenéticos e abissais primeiros minutos do "Soldado Ryan" - mas que destroçara logo de seguida no patrioteirismo de rebuçado do resto do filme. Mas agora Clint, o maior de todos nós, humanos, ultrapassa os discursos alheios. Sim, a realização de cume, de um realismo ríspido, cruel, coloca-nos no palco da guerra, como se seus agentes e não meras vítimas. Mas muito, muitíssimo, mais do que isso, e muito mais ainda do que os filmes de mensagem, ali está uma reconstrução cultural fantástica, um etnógrafo assombroso, o cinema antropológico levado ao inultrapassável, um filme sobre "maiorias indígenas" exagero eu. Diz o herói - e como podem os amantes da Ilíada e da Odisseia refutar os textos actuais sobre heróis, e sua ira até semi-divina? - que luta por "Deus, Pátria e Família"  E nós sabemos, até porque os diálogos logo ali o negam, que o seu "deus" quase inexiste e também que a família se lhe desvanece. Fica, apenas, mas um Apenas maiusculizado, a "pátria", essa que, afinal também canibal, o devasta na guerra, e tão mais aos seus circundantes, desde o irmão à última e esquiva, mas determinante, personagem do filme. É por isso que Clint é não só o Cineasta mas o grande intelectual deste virar de milénio, há décadas a afirmar a ambivalência, a rugosidade e, acima de tudo, as crostas e  pústulas dos valores que perseguimos e afirmamos. Sem que isso tudo implique que os abandonemos. E é essa (sua) adesão consciente à ambivalência que se chama coragem. E é isso que o cada vez mais ancião nos lega, em formato de partilha, constante, filme a filme. 

 

Quem me dera poder bradar "Clint rules". Mas cada vez mais me parece que não, que neste mundo facetado, tantos o tresvêem, impercebendo-o como o verdadeiro iconoclasta de XXI.

 

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publicado às 00:22

Cinema colonial em Lisboa

por jpt, em 22.01.15

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Ontem na Cinemateca (Lisboa) uma interessante sessão com quatro filmes intitulada "Colecção colonial da cinemateca". Incluiu o documentário "Um safari fotográfico nas coutadas da Safrique" (1972) e o ensaio "Streets of Early Sorrow" (1963), ambos de Manuel Faria de Almeida, nome crucial da história do cinema em Moçambique. E também Monangambée (1968) de Sarah Moldoror, e o documentário Le Portugal D'Outremer Dans Le Monde D'Aujourd'Hui (1971), de Jean Leduc. Um conjunto muito diversificado de abordagens, uma panóplia de textos e sub-textos riquíssima, entre a adaptação de Luandino Vieira ao propagandismo explícito de Leduc, uma diversidade inclusa nas obras rarissimamente apresentadas do realizador  Faria de Almeida, um percurso profissional exemplificativo dos contrangimentos sofridos pelos autores face aos poderes, em particular os autoritários.

 

Em suma, uma sessão louvável. E que espero prenunciar muitos mais mergulhos neste eixo de produção cinematográfica. O pior foi a seguir. Eu fui em grupo, tendo desafiado um conjunto de amigos, interessados nestas coisas. Outros encontrei lá. Tinha acorrido bastante público, tanto que a sala de projecção foi alterada para uma maior, que albergasse tanta gente. O que demonstra haver um público algo conhecedor da questão e bastante interessado.

 

Ora no final havia um espaço para apresentações orais, o que erradamente julgáramos "debate" (no sentido de momento conversacional). O director da Cinemateca muito bem apresentou os desejos da instituição em alargar esta linha de investigação sobre o acervo cinematográfico em tempo colonial, em articulação com os centros de investigação e as cinematecas dos países ex-colónias. E seguiram-se as intervenções de algumas investigadoras. Confesso o meu incómodo, até desabrido. Estava presente o realizador Faria de Almeida, seria natural que fosse locutor privilegiado - até em modo de homenagem, que tão raramente são os seus filmes visionados, mas não só. Qual quê! Tínhamos visto um conjunto interessantíssimo e variado de abordagens, seria normal que as discutíssemos, seus conteúdos e contextos. Mas, pelo contrário, encetou-se um processo de auto-apresentação, dos respectivos projectos académicos, como se ontem à noite fosse um colóquio, um seminário, um congresso, em suma um painel qualquer ... Não ouvi tudo, ali pelas nove horas da noite, quando uma das académicas iniciou, diante daquele público que cruzara Lisboa no fim da tarde, hora de ponta, para ir ver cinema do tempo colonial, ou seja gente interessada e sensibilizada para o assunto, a leitura de um texto sobre a "importância do arquivo" como se face a uma turma do 12º ano a necessitar de orientação profissional, a gente entreolhou-se e baldámo-nos na via de Campo de Ourique para jantar, em processo que outros incautos pós-espectadores também cometiam, cada um com seu destino.

 

Pode aparentar que estou a resmungar contra as dificuldades dos académicos, por muito competentes que o sejam, em falar fora do seu contexto profissional, em abordar o "público", com ele comunicar. Mas não é isso. Somos gerações, principalmente as ligadas às ciências sociais, profundamente marcadas pela denúncia do etnocentrismo. E um corpo cinematográfico como o visto ontem é matéria-prima magnífica para discutir o peso que esse etnocentrismo tem na configuração do mundo tal qual o vemos. Mas, e apesar do dissecar dos efeitos dessa componente intelectual não estar concluído (em minha opinião nunca o poderá estar, é obrigatoriamente estruturante, mas isso é outra discussão), é tempo de anunciarmos e reclamarmos um outro combate-crítica intelectual, e o legarmos às gerações seguintes: a luta contra o egocentrismo. Este "me, myself and I" amando o espelho, recorrente, transversal, constante. Que ontem foi pungente. A impelir-me esta antipatia, egótica sim, mas quanto muito egodestrutiva.

 

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publicado às 12:11

Ainda a propósito dos últimos acontecimentos e após a confusão e falta de discernimento que se generalizou nas redes sociais, deixo-vos a  reflexão sobre o atentado à revista Charlie Hebdo por parte do filósofo, teórico crítico e cientista social Slavoj Zizek.

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Para quem não está familiarizado com este pensador, Slavoj Žižek é  pesquisador do Instituto de Sociologia, na Universidade de Liubliania, Eslovênia, e professor-visitante em diversas universidades americanas, Columbia, Princeton, New School for Social Research, New York University, University of Michigan.

O seu trabalho é considerado como vibrante, cheio de humor, deixando de lado diferenças entre formas altas e baixas de cultura e o seu carisma conferiu-lhe o estatuto de 'superstar' no mundo da teoria contemporânea. 

Slavoj Žižek tornou-se amplamente reconhecido como teórico contemporâneo a partir da publicação de 'O Sublime Objeto da Ideologia', seu primeiro livro escrito em inglês, em 1989. As suas reflexões não podem ser facilmente categorizadas e nelas encontramos um retorno ao sujeito cartesiano e à ideologia alemã, especialmente aos trabalhos de Hegel, Kant e Schelling.

Resta também salientar que Slavoj Žižek é ateu e a sua produção crítica não encaixa nas análises teóricas tradicionais. Ao ressalvar que para entender a política de hoje precisamos de uma noção diferente de ideologia, frequentemente costuma ser 'politicamente incorreto' e causar diversas polêmicas em vários círculos intelectuais.

 

VA

 

 

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publicado às 10:50
modificado por jpt a 23/1/15 às 02:00

Drogas

por jpt, em 20.01.15

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Uma muito interessante entrevista sobre a matéria a Filipe Nunes Vicente.

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publicado às 10:41

A clique

por jpt, em 18.01.15

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Há dias contavam-me, entre risos, que aquando do falecimento do irmão de José Sócrates o seu funeral tinha sido pago através de uma conta do ... motorista de referido ex-primeiro-ministro. Preocupei-me com a moral dos meus amigos (e familiares) mui socráticos. Como aguentariam eles, gente de bem, esta tralha toda? Continuariam eles pressurosos a defender o PEC4? Irados, sobretudo, contra as violações do segredo de justiça? Contra a campanha em curso contra o homem que tanto defenderam? Ou estariam algo acabrunhados, entristecidos, mesmo sem o demonstrarem fora-de-portas e endo-murais?

 

Agora vem uma ainda pior, referente àquela gente que os meus queridos sempre elogiaram ao longo destes anos. Não, não é política, não é directamente do "engenheiro". Dirão, os mais resistentes, que é coisa privada, nada política. Mas esta nova baixaria bem demonstra a fibra daquela gente: pois surge que aquele professor de Sócrates, que lhe leccionou as últimas quatro disciplinas feitas assim a correr (e consta que ao domingo), aquela bronca toda da "licenciatura" do homem, a bem mostrar quem ele é, está a processar o ex-braço direito Armando Vara, por motivos de lhe ter engravidado a mulher, só agora seis anos depois sabendo disso. Uma baixaria reles, a mostrar o ambiente da clique que dominou (e vai dominar) o país, uma cloaca de gente.

 

Que sentirão os meus entes queridos? Terão estômago para continuar a defender o actual "44", para suportarem tais gentes? Para enfileirarem, sem mais, nas sequelas disto tudo, o ex-número 2 Costa (Costa & Salgado e Cº lda)? Deve ser difícil, malfadado Inverno estão a ter.

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publicado às 22:51

No feedly (25)

por jpt, em 18.01.15

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 (Capa da edição da New Yorker desta semana)

 

 

 

- Mais do que tudo o resto, nos tempos actuais: "A liberdade e o medo", no Tempo Contado.

 

- "Com ele era a murro", no Abencerragem.

 

- "Je suis Vilhena", no Delito de Opinião.

 

- "Zizek: pensar o atentado ao Charlie Hebdo", no Blog da Boitempo (via Vera Azevedo).

 

- "Tintin contre professeur Choron", no Escrever é Triste.

 

- "Visitas à mesquita", no Estado Sentido.

 

- "Os patetas do costume", no Espumadamente.

 

- "Os laiques do feicebuque", no Escrever é Triste.

 

-  "A propósito da interdição da reprodução da figura de Maomé", no Blasfémias.

 

- "Do mimetismo", no A Barbearia do Senhor Luís.

 

- "Borgen", no Delito de Opinião (uma série obrigatória de ver).

 

- "Costa & Salgado (Manuel) de novo", no Estado Sentido.

 

 

 

 

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publicado às 22:31


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