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Sons aqui (22): Mabulu

por jpt, em 25.07.14

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publicado às 14:39

No feedly (13)

por jpt, em 24.07.14

 

 

Uma antropóloga socialista (um texto imperdível), no Provas de Contacto (e também abordada no Aventar). Que fique explícito, é o Partido Socialista que é o inenarrável aquilo, não é a Antropologia.

 

A importância da língua portuguesa, no Ainda que os Amantes se Percam.

 

- Guiné Equatorial, no Antologia do Esquecimento.

 

- A demencial devastação das florestas moçambicanas, no Moçambique para Todos.

 

- "Paris, Texas" pois morreu o Harry Dean Stanton, no Apenas Mais Um.

 

- "Coreia por Margaret Bourke-White" (o horror), no Herdeiro de Aécio.

 

 

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publicado às 00:40

Raymond Chandler e Ian Fleming

por jpt, em 23.07.14

 

 

Uma deliciosa conversa radiofónica, em 1958, entre Chandler (Marlowe) e Ian Fleming (James Bond). Está aqui (encontrada através do Ler).

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publicado às 23:10

 

- Um (excelente) documentário interactivo sobre a I Guerra Mundial, do Guardian, encontrado através do Sound + Vision. A não perder.

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publicado às 22:40

 

Uma entrevista de Richard Price, fundador da Academia.edu, feita há alguns meses quando a rede tinha sete milhões de inscritos. Bem interessante sobre o processo científico e sua dimensão económica e editorial. Passados alguns meses, em Junho passado, o número cruzou os 10 milhões.

 

(Na coluna da direita ligações para nossos [Ana Leão, Fernando Florêncio, José Teixeira e Vera Azevedo] perfis naquela rede).

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publicado às 16:00

Uma festa fotográfica

por jpt, em 23.07.14

 

Há dois anos já tínhamos feito uma coisa assim, então circunscrita a uma (alargada) temática moçambicana. Agora refizemos (eu, o Mário e o Nuno do Rosário) mas aberta a quem quisesse participar: 1 Imagem por 10 Semanas 2014. A proposta é que durante dez semanas os participantes coloquem uma fotografia por semana, feita nesses últimos dias, na página que criámos no Facebook.

 

Na versão anterior o lema que eu propus foi o "sem filtros". O que causou alguma confusão. Eu propunha que tirássemos os filtros dos olhos (e da cabeça) e fotografassemos o que nos apetecesse. Mas alguns mais dados à fotografia questionaram se era vedado o uso de filtros (e outras manipulações de imagem). Mas nada disso. Assim desta vez não há qualquer lema. Nem tema. Apenas um desafio, a de pensar com os olhos as formas de utilização humana do espaço (em particular aos nossos vizinhos aqui entre o Zumbo e o Índico).

 

A festividade já vai a meio, entrámos agora na 5ª semana (para cada uma delas fazemos um álbum, congregando todas as fotografias). Quase 100 participantes, cerca de 80 têm colocado sempre - e é esta a ideia, criarmos sequências individuais, um apelo a que se fotografe, em particular aqueles de nós que temos a tendência de arrumar máquinas e olhares curiosos. Nesta quase centena há alguns fotógrafos profissionais (entre os quais o MVF desta ma-schamba), uma série de fotógrafos amadores (daqueles que sabem mesmo da poda) e também vários tiradores de fotografias (entre os quais eu) ali a esmeraram-se. Gente de e em vários países e com vários interesses e sensibilidades. Eu acho que está muito engraçado.

 

Acaba daqui a cinco semanas, no fim de Agosto. Depois, quem quiser e puder, juntar-se-á em almoço. E faremos uma mostra, em molde ainda a ver como ...

 

Fica aqui a ligação, em forma de convite para quem quiser passar por lá e ver a festa.

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publicado às 09:56

Ícones

por jpt, em 21.07.14

 

 

Cada um tem os seus heróis, alguns ficcionais (os mais importantes, claro), outros sonhados. Destes últimos este é-me um dos mesmo muito mais importantes. Está aqui num auto-retrato de 1934 (bons tempos em que os homens o eram e faziam auto-retratos sem se apaneleirarem em "selfies"). Nunca me consegui explicar bem porque tanto o adoro. E nesta idade já o devia ter conseguido. Fiz dois blogs para tentar perceber porquê, mas não consegui. São de temáticas profissionais, e muito contextuais, e não interessarão à maioria dos visitantes. Mas agora que os abandono mostro-os (ligo-os) aqui. Pois têm imagens e filmes, pode ser que agradem a alguns: este (o primeiro) e este (o segundo).

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publicado às 23:22

A casa do ANC

por jpt, em 21.07.14

 

 

 

 

São agora os meus últimos fins de tarde aqui, voam, como voaram os milhares anteriores. Estou só no Shamwari, que em tempos tanto frequentei com amigos, que também já lá não estão. À frente, cada vez mais ruína, está a velha casa, memória de um "Maputo madeira-e-zinco", coisa já tão rara, e que podia ser icónica se noutro local. Ou melhor, deveria ser icónica neste local. Durante anos pensei escrever algo sobre ela, nunca o fiz, mas também sobre tanto fui sendo incapaz de botar... Pois tantas as histórias que evoca, dizem-ma quase-sede do ANC aqui "nos anos de chumbo". Esses dos ataques inopinados, alguns tétricos de absurdo, como aquele atentado a uns dirigentes em que o "comando" se enganou e assassinou os habitantes do "flat" ao lado. Entre a recuperação das histórias e a reconfiguração da complexa história Moçambique-ANC, sempre beliscada pelo pragmático "Inkomati" tanto haverá para fazer. É nisso que penso durante as cervejas solitárias do Shamwari, a resmungar que deveria era escrever qualquer coisa para o "Canal de Moçambique", despedida que fosse, a propôr uma casa-museu nesta casa (que foi?) do ANC, também forma de manter um, um que seja, exemplo de um Maputo antigo, de uma forma histórica.

 

No dia seguinte, sábado, vou fotografar, a máquina recusa-se por qualquer botão desafinado. Uso o telemóvel, mas voltarei depois para a captar como deve ser, para ilustrar o texto se o Veloso o quiser. Volto na terça-feira seguinte. Já tinha sido arrasada...! Tal é o ritmo do neo-Maputo.

 

Fica assim esta foto. A última foto da que não será a casa-museu do ANC. E sinto-a auto-retrato.

 

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publicado às 21:00

Julho 2014, entroncamento

por jpt, em 21.07.14

[Jorge Campos,. "O tempo e a hora" (Johannesburg, Julho 2014)]

 

O vizinho Jorge Campos apanhou-me, ali mesmo sem tirar nem pôr, sem que eu lá estivesse.

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publicado às 20:47

 

Nesta rubrica semanal "Templos" o trovão The Clash (Joe Strummer) já foi lembrado: um concerto de 1980 em Paris, e um excelente documentário, o Viva Joe Strummer. Continuando este serviço público de pedagogia iluminista, tentando despertar as moucas orelhas, dessas do tipo que acham que um rapper racista é uma voz dissonante a elogiar ou que um travesti barbudo é acção política, aqui fica um terceiro fillme, "escavando" (como fica bem dizer em algumas ciências sociais)  na grã-música, pontapeadora. Anos depois de ter rebentado os The Clash (e ainda bem, seria um oxímoro que o grupo máximo do punk não tivesse explodido), Strummer fez este delicioso grupo dedicado ao culto do mescal. Depois morreu-se, depressa demais.

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publicado às 18:17

Pedro Chissano

por jpt, em 19.07.14

 

Há algum tempo voltou o Pedro Chissano, com este seu "Algumas Estórias & Brincadeiras com B Grande" (Associação de Escritores Moçambicanos, 2012). São nove pequenas narrativas (as "estórias") e duas iconoclastias a la escatologia, finais. São breves lampejos, iluminando quais xiphefos, o percurso destas décadas de país. Amargo o olhar, desencantado. Um detalhe, sempre notável para mim, leitor português, o da sobrevivência em Moçambique da figura, até icónica, de Kaúlza de Arriaga (em "O herói das batalhas perdidas"), tão mais presente na memória social aqui do que no nosso país.

 

 

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publicado às 08:42

Futuro (16): Turner

por jpt, em 18.07.14

 

"The Fighting 'Téméraire' tugged to her last Berth to be broken up", de Turner.

 

Nota: um artigo mais extenso sobre a obra.

 

É o que me ocorre dizer, em termos prospectivos.

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publicado às 15:22

Winslow Homer, The Life Line

por jpt, em 18.07.14

 

São preciosas estas colecções de filmes: a Smarthistory, da Academia Khan, com uma secção de filmes sobre a história de arte, curtos dedicados a uma obra, da qual aqui reproduzo este dedicado a "The life line" de Winslow Homer. Ou a "Os Grandes Artistas" (aqui o primeiro episódio dedicado a Bosch). E a The Private Life of a Masterpiece (acesso disponível - deixo aqui ligação para o episódio sobre Seurat).

 

É uma boa maneira para passar este fim-de-semana de inverno.

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publicado às 07:29

Sons aqui (21): Eugénio Mucavele

por jpt, em 18.07.14

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publicado às 07:02

Portugal: o estado da gente

por jpt, em 18.07.14

 

Uma memória do meu final de 2003:

 

Estou de férias em Portugal, vindo às "festas". Estoira a polémica, o affaire "cinema Londres". Aquilo falira, decerto que devido às gentes não irem lá comer pipocas, pois agarradas à TVcabo, ao downlowdismo e, até, ao dvd pirata. O cinema encerrou há um ano, já foi esventrado para pagar dívidas. Anuncia-se agora o seu aluguer para uma "casa chineza", vendendo fancaria. Cai o Santo António e a Igreja da Praça de Londres ... vigoroso repúdio em notícias de jornal, frisson facebuquesco, trepidantes abaixo-assinados. Insurreição indignada contra a decadência de uma zona comercial nobre, maculada com a tralha que ali habitará.

 

Atento na coisa. Pois morador parcial, algo conhecedor daquela zona da pequenina burguesia de serviços do Estado Novo, agora pauperizada, savana de reformados, já esquecidos dos tempos do Vává e da Mexicana de há meio século. Enquanto o banco do estado prepara mais uma grande venda aos interesses especulativos chineses, no seguimento da política económica portuguesa, as massas resmungam contra a venda do falido cinema aos "chineses", alguns temem até que estes venham a comer os cães da vizinhança. Apela-se à intervenção camarária ou estatal, em nome da "patine" comercial local. Mais à esquerda apela-se à preservação do pólo cultural, sempre na mira de um desfecho iluminista.

 

Apesar de submerso no espírito natalício, envolto no amparo familiar, brota-me o fel. Lembro que há meia dúzia de anos o PM Sócrates recebeu o poder chinês propondo-lhe utilizar os préstimos nacionais para mediar as acções chinesas em África. Para a pantomineira "esquerda" portuguesa e para os mais arreigados nacionalistas isso nada foi, não germinaram "petições" nem "indignações", ninguém atentou nessa total negação de décadas de política externa. Os frémitos analíticos ficam para esta mácula na "Av. de Rômá", que é até onde esta modorrenta opinião pública consegue vislumbrar, que a miopia militante não lhes dá para mais ...

 

Enquanto a polémica subsiste vou uma semaninha ao norte, a conhecer Guimarães e arredores. Regresso. E reparo que no nosso quarteirão, ali defronte ao Vavá, a meio da avenida, abriu uma loja chinesa. Entro, ali se vendem "pins", botões e carrinhos de linhas. Tudo a meio euro, um euro, algumas poucas coisas a 3 euros. A loja tem o esquema habitual, um casal jovem (esta modalidade de extroversão comercial tem que seguir uma política beijinesca, gostava de a conhecer). Abordo-os, sou vizinho e saúdo-os. Ela gagueja algum português, ainda muito incipiente, e diz-me sorridente que abriram há três dias, e que está a vender bem. Quero-lhes desejar "boa sorte", solidariedade de emigrante para emigrante, mas não conseguem compreender-me. Nem em inglês. Mas entendem a simpatia, e os sorrisos mútuos.

 

Fico ainda alguns dias em casa antes de voltar a casa, neste meu coração dividido. Durante esse período nem um dos meus imbecis compatriotas abespinhados com a nova fancaria chinesa ali à João XXI se pronunciou sobre a nova fancaria chinesa ali à Estados Unidos da América.  Julgam pensar mas apenas balbuciam, em gaguejos. E mesmo esse pobre gaguejar é por cardápio. Ao qual só sabem chamar "menu". E de "fast-food", palatos já boçalizados.

 

 

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publicado às 06:20


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