5 Setembro 2008 1:27 — por jpt em arquivo
5 Setembro 2008 1:13 — por jpt em Imprensa Portuguesa
A pequena nota Lumpen, jornais e blogs … teve evolução, acho que cristalina, na caixa de comentários.
Sorte Mãe
3 Setembro 2008 4:04 — por jpt em Diário
Ícones do Quotidiano
3 Setembro 2008 3:53 — por jpt em Sociedade portuguesa
Ícones do quotidiano
3 Setembro 2008 3:46 — por jpt em Icones
Ícone
3 Setembro 2008 3:33 — por jpt em Icones, Nelson Mandela
Rio dos Bons Sinais de Nelson Saute
3 Setembro 2008 2:06 — por jpt em Nelson Saute
Rio dos Bons Sinais, de Nelson Saute - ainda não editado em Moçambique -, foi incluído na lista de 50 livros passíveis de serem premiados no Prémio Portugal Telecom de Literatura Brasileiras.
Entretanto já está escolhida a lista curta de dez finalistas, na qual a obra não vem incluída.
Paulo Pedroso
3 Setembro 2008 1:59 — por jpt em Sociedade portuguesa
Cinco anos depois de ter sido abalroado Paulo Pedroso vê reconhecida a indecência de que foi alvo. Cruzando blogs entende-se que a mancha não desaparece por uma sentença, as invectivas continuam. Significando a desconfiança popular face às suas instâncias jurídicas, ecoando a desconfiança popular (quase-repúdio?) face às suas instâncias políticas - que clamoroso erro aquela saída da prisão para a Assembleia da República … dando azo aos vitupérios contras esse “eles”.
O processo “Casa Pia”, então tão central na vida social e política portuguesa, desapareceu. As jovens vítimas têm as manchas para sempre e seguirão sem justiça. As políticas vítimas terão que viver com a mancha que lhes impuseram, seguindo com a parca justiça possível. Um país por vezes estranho, de proto-vigilantes populares, histriónicos jornalistas e do juiz Roy Bean. E de ainda mais esconsas personagens, tudo isto o aparenta.
Cumprimentos deste teclado para Paulo Pedroso. Que volte à política - se assim o entender. Qu’estas teclas anseiam para protestar com ele e seus correlegionários. Entre homens.
Bálsamo?
3 Setembro 2008 3:41 — por jpt em Literatura, Primo Levi

“Todos descobrem, mais tarde ou mais cedo na vida, que a felicidade perfeita não é realizável, mas poucos se detêm a pensar na consideração oposta: que também uma infelicidade perfeita é, igualmente, não realizável.
Os momentos que se opõem à realização de ambos os estados-limites sao da mesma natureza: derivam da nossa condição humana, que é inimiga de tudo o que é infinito. Opõe-se-lhe o nosso sempre insuficiente conhecimento do futuro; e a isto se chama, num caso esperança; no outro, incerteza do amanhã. Opõe-se-lhe a certeza da morte, que impõe um limite a qualquer alegria, mas também a qualquer dor. Opõem-se-lhe as inevitáveis preocupações materiais, que assim como poluem qualquer felicidade duradora, também distraem assiduamente a nossa atenção da desgraça que paira sobre nós. Opõem-se-lhe as inevitáveis preocupações materiais que, assim que poluem qualquer felicidade duradoura, também distraem assiduamente a nossa atenção da desgraça que paira sobre nós, e tomam fragmentária e, por isso mesmo, suportável, a consciência dela.”
Primo Levi, Se Isto é Um Homem (Teorema, 2001 [1958], tradução de Simonetta Cabrita Neto)
Ainda sobre o obamismo
3 Setembro 2008 2:51 — por jpt em EUA, Imprensa Portuguesa
A propósito do texto de Rui Tavares sobre a sua obamomania o Herdeiro de Aécio contribui com rectificação
O futebol é mais importante do que a língua para os emigrantes portugueses
2 Setembro 2008 8:01 — por jpt em Banda Desenhada, Emigração
Sobre este surpreendente feixe de afirmações será interessante - ainda que não prove nenhum argumento - ler este

Stassen, Louis Le Portugais (Aire Libre, 2006), um melodrama sobre a ingenuidade, dedicado a um juvenil grupo de junkies, putas e pequenos-ladrões, cujo protagonista é um “emigrante de segunda geração” (para falar nos termos dos investigadores referidos) -

Luís, filho de portuguesa, Vanhuis que quer ser Da Casa, que se encanta e encanta a namorada, puta de origem africana, com o seu onírico, Portugal mitificado e desconhecido, para raiva (uma raiva realista - “t’as rien de portugais”) de Rachid, o seu parceiro de origem magrebina.
2 Setembro 2008 4:28 — por jpt em George Steiner, Literatura
A Montanha Mágica recorda (apela?) a “serendipidade” literária.
2 Setembro 2008 4:07 — por jpt em EUA, Imprensa Portuguesa
Sobre esta tralha o LNT diz melhor do que eu: “De novo os super-heróis”…
2 Setembro 2008 4:01 — por jpt em Blogs
O A Biblioteca de Jacinto teve um assalto (pouco bucólico) à porta e fez a reportagem fotográfica.
2 Setembro 2008 10:03 — por jpt em Blogs
O Blogame Mucho cumpriu cinco anos de bloguices e lembra alguns blogs contemporâneos. Nisso vai avisando que não entende o que por aqui vou deixando. Deve ser por isso que, em represália, não actualiza o endereço do ma-schamba lá nas “páginas amarelas” deles. Mas pelo menos têm um endereço velho, antes isso do que aqueles bloguistas que me retiram da lista porque não gostam da minha discordância. Minudências … incompreensíveis.
Itália compensa Líbia pelo passado colonial
2 Setembro 2008 8:33 — por jpt em Descolonização, Europa-África
Cinco mil milhões de dólares durante 25 anos, eis o que Berlusconi - decerto que insuspeito de leituras “pós-coloniais” - anuncia como compensação pela presença colonial italiana na Líbia. Oscilo entre o sorriso (paga o Estado italiano, lucrarão as empresas italianas?) deste estreitar de laços e o esgar - aberta que assim está a Vasilha de Pandora: qual o poder actual que não pedirá a coima devida ao ex-colono? (Interessar-me-ão, fundamentalmente, os mecanismos de definição dos respectivos agentes …)
2 Setembro 2008 2:00 — por jpt em Bloguismo Moçambique
Gondola-Moçambique, um blog memorialista dedicado à Gondola do tempo colonial.
2 Setembro 2008 1:58 — por jpt em Blogs
Como prometido o O Cachimbo de Magritte regressou. E não está nada mal.
O futebol pesa mais do que a língua na ligação dos emigrantes portugueses ao país de origem
2 Setembro 2008 1:01 — por jpt em Emigração, Futebol
“O futebol pesa mais do que a língua na ligação dos emigrantes portugueses ao país de origem” é título de notícia do Público, ecoando (em antevisão) resultados de um estudo de sociólogos do prestigiado Instituto de Ciências Sociais. Interessante notícia:
a. está este modesto blog de um emigrante português cheio de posts resmungando contra a incoerência das transmissões futebolísticas pelos canais públicos externos portugueses. E criticando a pobre (in)compreensão que os dirigentes do Sporting Club de Portugal têm desta dimensão de expansão do seu (nosso) clube.
b. está este modesto bloguista algo surpreendido com o teor da notícia, ficando ansiosamente à espera da sua publicação. Pois como se poderão comparar os termos (”futebol”, “língua”) para afirmar que um é mais importante do que o outro?
c. Mas passa-me essa surpresa numa leitura mais atenta. Pois a abertura da notícia refere que “Não falam português, não sabem o que são bolinhos de bacalhau e a imagem que guardam é a de um Portugal rural e atrasado … este desporto está a conseguir “prender” os emigrantes de segunda e terceira geração ao país de origem.”. Ah, sou eu que nada percebi - julguei que se falava de emigrantes e, afinal, fala-se dos seus descendentes. Daí a tal comparação de termos incomparáveis. Enfim, deve ter sido incompreensão da jornalista. Só pode. Ou então …
d. A ler o trabalho quando for publicado. E, neste entretanto, a resmungar contra as não-transmissões - já estará definido o quadro de transmissões dos jogos da selecção nacional, entretanto vendidas à TVI pela FPF, organismo de interess público?
“obamista”, ou da palermice
30 Agosto 2008 9:13 — por jpt em EUA, Imprensa Portuguesa
um tipo num blog (diário pessoal) mete o que quer. Um tipo que é pago para opinar num jornal (e de “referência”) tem algo mais … assim tipo responsabilidade social, dir-se-ia. Breves dias em Portugal deixam-me entender que há algumas vozes novas (pelo menos para mim) no grupo dos fazedores de opiniâo. Descobre-se (ou reconhece-se) um nome e logo o encontramos nos jornais, na tv, o prestígio está ganho.
Neste verão é Rui Tavares. A esquerda que ri, presumo. Leio-lhe no Público a opinião, decerto que abrilhantada com o brilho do intelectual: “sou um obamista“. Não se trata de discutir a falência do modelo bush, do cristo-reaccionarismo americano da ultima década, de entender a necessidade de alguma mudança por lá, da esperança numa outra política externa, mais complexa, e noutra interna, alimentando (ressuscitando?) o peso mundial de um modelo de sociedade social - e não a tralha omnívora a que alguns chamam (porquê?) neo-liberalismo (uma palhaçada intelectual que alimenta a “direita” bloguística portuguesa, de prosápias intelectuais mas muito dados a abridged versions ou “ensaios” - na lógica portuguesa da palavra). Nâo se trata disso, trata-se de uma esquerda moribunda, incapaz de se entender sem o farol americano (anti-americanista, agora obamista). O domínio radical do impensamento: o mundo visto do club med, o pequeno-burguês não vai mais longe por mais andanças que faça. É o novo-riquismo de batina académica …
Um gajo declara-se obamista: adepto “ista” de quem tem “director de fé”, de quem acredita no que vem na bíblia, de quem abre um congresso político com a mulher e as duas meninas dizendo-lhe (e à tv) que o amam muito - “ah, mas é na América, tem que ser assim!!” dirão, na explanação da sua profunda desonestidade intelectual (e não só - insisto, os textos nos jornais são pagos, é uma actividade laboral, a desonestidade no trabalho é igual para todos). Ou seja um qualquer McCain diz coisas de que não gostamos e desvenda a sua demoníaca essência! Um qualquer Obama diz coisas de que não gostamos e evidencia a mera necessidade de adequar a forma do discurso ao público.
É esta a esquerda que escreve em Portugal, enquanto ri - que é “ista” do irracionalismo dos “gurus” cristãos, que é “ista” da demagogia populista mais baixa, que é “ista” do “criaccionismo” ainda que subtil, que é “ista” do primeiro-damismo mais imbecil.
Que a esquerda política de cagança académica morrera já se sabia. Que os jornais acolhem os despojos também. Um tipo não se deve irritar. Apenas se enoja, nisto de vir de ano a ano, encontrar as novas caras. E entristece-se quando as poucas vozes que vão indo ainda dão cobertura a esta paródia.
Adenda: é evidente que não é com esta gente que se deve discutir a questão racial, o “agora é a nossa vez”. Pois interrogar isso exigirá querer interrogar. Sem ser “ista”. Para quem tiver a decência (no fundo não é nada mais do que isso) de não ser “ista” d’algo procure no youtube a cerimónia dos oscares pré-obama (oscar a hale berry, denzel washington, sidney poitier e … robert redford). Analisem: agora é a nossa vez. E pensem, o mundo não é só hollywood. Mas repito, não vale a pena discutir essas coisas com esses macainistas/obamistas.
Adenda Segunda: Rui Tavares teve a gentileza de deixar na caixa de comentários o artigo que referi, e que assim transcrevo.
Para quem tiver paciência visite a caixa de comentários: pois aí tenho que matizar um argumento contra Rui Tavares; e porque não concordo nada com os comentários aí deixados por alguns comentadores residentes do ma-schamba.
“Roosevelt contra Roosevelt
28 Agosto 2008 | por Rui Tavares
É justo anunciar à partida que sou um obamaníaco e não avalio as eleições americanas com equidistância. Mas ganhei também o direito de me gabar: até agora tenho acertado aqui nas minhas previsões para as eleições americanas. Em pleno escândalo do reverendo Wright, sob a impressão geral de que a candidatura de Barack Obama acabara de ser destruída pelo seu desbocado pastor protestante, uma decisão do Partido Democrata sobre as primárias da Florida e do Michigan acabara (do meu ponto de vista) de lhe possibilitar a vitória. Pouco depois, houve um sobressalto geral com a ponta final de Hillary Clinton, numa altura em que me parecia que na verdade Obama já tinha essa vitória na mão.
Isso foi nas primárias democratas; agora estamos na campanha para as eleições gerais e o candidato republicano, John McCain, acabou de ultrapassar Obama nas sondagens. A percepção geral é a de que Obama está em queda quando deveria estar muito à frente. É mais uma vez o momento indicado para relançar o meu palpite: salvo escândalo ou guerra, continuo a apostar numa vitória de Obama.
Em primeiro lugar, não faz sentido esperar que os democratas ganhem por muito. Há trinta anos que eles não ganham eleições presidenciais “normais”. Bill Clinton ganhou na primeira vez com o voto adversário dividido (entre Ross Perot e George Bush pai) e na segunda vez já como presidente. Mas Al Gore e John Kerry ficaram a poucos votos de ganhar e é a partir desse pecúlio que Obama poderá construir uma vitória, ampliando o número de estados competitivos que poderão cair para o seu lado. Por isso não é de esperar uma grande distância nas sondagens nacionais, embora seja possível que ela venha a ocorrer depois nos votos do Colégio Eleitoral, que são distribuídos por estado.
***
Em segundo lugar, as diferenças entre candidatos. John McCain costuma dar como seu presidente ideal o republicano (e progressista) Theodore Roosevelt, cujo militarismo e voluntarismo aprecia e em cuja “obra” — o Canal do Panamá — ele próprio nasceu, literalmente. É duvidoso que o erudito e poliglota Theodore Roosevelt atacasse os seus adversários por serem “intelectuais e elitistas”, como McCain faz e é a moda da direita à escala internacional. Mas é verdade que John McCain é, ao menos, um político mais inspirador do que George W. Bush.
Mas não é de um Theodore Roosevelt que os americanos precisam agora. De quem eles precisam é de um Franklin Delano Roosevelt, seu sobrinho, o democrata que foi presidente quatro vezes depois da Grande Depressão. Tal como agora, Franklin Roosevelt apareceu numa altura em que a doutrina económica dominante se revelara disfuncional e os seus fundamentos morais aberrantes. Tal como Obama, Franklin Roosevelt apareceu com um discurso moderado e unificador, mas foi levado pelas circunstâncias a simplesmente refundar as estruturas do país. Foi ele que criou a Segurança Social nos EUA, e a criou de maneira a impedir que “um político qualquer a possa desmantelar”, como dizia e com razão (George W. Bush tentou e não conseguiu).
A Grande Depressão colocara a nu que a liberdade não se pode resumir à não-interferência do Estado. Liberdade é também liberdade para construir uma vida. Quem vive na pobreza ou no medo do desemprego não vive em liberdade. Distribuir liberdade por todos implica lutar por justiça social e segurança económica. Não precisamos de uma Grande Depressão para saber isso. Na verdade, o susto que já levamos deve chegar para os americanos perceberem que é preciso um caminho novo.”
Casamento
23 Agosto 2008 11:07 — por jpt em Diário
Jornais (ainda …)
23 Agosto 2008 1:28 — por jpt em arquivo

Doze anos depois um atleta portugues ganha um titulo olimpico. O quarto na historia do desporto portugues. E coincidindo (rematando?) com uma viva polemica nacional sobre a qualidade da representacao patria e da justeza do dispendio de dinheiro estatal.
Pela ocasiao o jornal Record, o segundo mais antigo desportivo do pais, um dos jornais mais vendidos e lidos , constitui esta bela capa, dedicada ao jogador espanhol Reyes chegado agora ao clube Benfica…
Jornalismo lumpen? Ou … jornalismo lumpen.
De costas para o Tejo
22 Agosto 2008 8:46 — por jpt em arquivo
Lumpen, jornais e blogs, acordo ortografico e coisas assim …
22 Agosto 2008 8:42 — por jpt em arquivo
Tudo isso vem a cabeca quando Nelson Evora ganha o ouro no triplo-salto dos Jogos Olimpicos e o jornal Publico - o “jornal de referencia” ao que sempre ouvi dizer - tem um enviado a Pequim chamado Hugo Daniel Sousa, de profissao jornalista, a escrever (duas vezes) que para que Evora chegasse a campeao olimpico foi necessario “delapidar o diamante”. Paulo Querido, a um profissional da palavra escrita que bota isto a gente chama-lhe o que? “Lumpen”?
Amigos Até ao Fim
22 Agosto 2008 8:08 — por jpt em John Le Carré, Literatura

John Le Carré, Amigos Até ao Fim (D. Quixote, 2004, tradução de Helena Ramos e Artur Ramos)
É uma injustiça feita ao autor. Mas depois de ler “Um Espião Perfeito” tudo sabe a pouco: a perfeição não se pode repetir?
Será a trama que não é tão cativante - ainda que a ideia da Contra-Universidade Global seja uma delícia, a fazer-nos olhar para o lado e a ver quais a desejariam, quantos a sonhariam … Mas são os personagens centrais que deslustram, o torno Le Carré não os burilou o suficiente: Ted Mundy será apenas mais um, até algo cinzento, esquissado, até confundível com outros protagonistas que Le Carré criou. Qual a particular originalidade deste adornado filho de major “das Índias” alcoólico e decadente e de uma ausente criadita, que sempre lhe foi narrada como nobre inglesa? Crescido apenas com o amor de uma ama paquistanesa, num quartel recôndito? Um desvalido “ex-aluno do liceu comuna e ex-universitário de Oxford esquerdelho, que se tornara um falhado, um anarquista; um arruaceiro berlinense que, após uma sova bem merecida, fora posto na fronteira ao raiar da aurora; um professor não-qualificado expulso por libertinagem que criou uma situação falsa num jornal de província antes de se instalar no Novo México como aspirante a romancista, esgueirar-se de novo para Inglaterra e perder-se nos meandros sem esperança da burocracia das artes: um falhado dos pés à cabeça.” (179-180). Apenas mais um in-between na galeria de Le Carré, como quase sempre. E ainda mais frágil o desenho do seu contraparte (o autor precisa de pares na sua articulação romanesca) Sacha, uma personagem-dínamo que não ganha consistência. A fábrica Le Carré não está aqui no seu melhor, os exemplares produzidos vêm algo alquebrados.
Ainda assim, o prazer Le Carré, ainda que com suspense mitigado e que as costumeiras sombras que perpassam as suas gentes surjam muito iluminadas. Fica, para além do nojo por este fundamentalismo cristão que vem dominando a América, a fantástica pancada no Blairismo, essa injusta etapa início-de-milénio para um Reino Unido que já foi grande, a merecer outros modos, outros meios. Que se o podre sempre existiu assim será demais:
“É a impaciência da velhice a manifestar-se cedo demais. E a raiva de ver o mesmo espectáculo vezes sem conta. (…)
É a descoberta, ao chegar aos sessenta, que meio século depois da morte do Império, aquele país tão mal governado pelo qual ele tinha feito qualquer coisa fora conduzido para combater outros povos, graças a um lote de mentiras, só para agradar a uma superpotência de renegados que pensa poder tratar o resto do mundo como se fosse o seu quintal.”

