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Dia Mundial da Fotografia

por mvf, em 19.08.14

 

A efeméride como tantas outras pode ser mais ou menos irritante, descabida ou outra coisa qualquer, mas desta feita serve de pretexto para um singelo presente acompanhado de abraço. Vai este retrato que fiz na Ilha de Moçambique, um cliché dirão muitos, para o inventor do ma-schamba nestes seus últimos dias a viver em Moçambique, o venerável senador JPT.

 

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publicado às 13:26

Sitoe, em individual nesta semana

por jpt, em 18.08.14

 

 

Depois de amanhã, na quarta-feira ao fim da tarde, na Mediateca BCI (na baixa) inaugura a individual de Sitoe. Convém ir lá logo, pois a exposição só está até ao fim do mês. Até lá.

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publicado às 20:46

 

Na semana passada não havia electricidade no "campus" (não é normal) e fui acusado de ter "encomendado" isso para não ter que falar. Para provar que estou inocente de qualquer iniciativa metafísica nesse sentido, repito a disponibilidade. Amanhã, dia 19, às 10 horas, no anfiteatro 1502, às 10 horas, no edifício da faculdade de letras e ciências sociais, "campus" da UEM. São as habituais sessões dos seminários do Departamento de Arqueologia e Antropologia.

 

Quem quiser ler o texto base da apresentação encontra-o aqui: O deslustre da antropologia (em Moçambique). 

 

De certa forma o texto recupera algumas preocupações de um anterior, que aqui deixo para quem tenha interesse: Tempo(s) e Ideologia(s) na Indústria do Desenvolvimento.

 

 

A sinopse do "O deslustre da antropologia (em Moçambique).

 

 

Sinopse: Abordo a prática da antropologia no país, considerando-a marcada pela sua imagem pública, as noções sociais sobre o conteúdo e os limites da disciplina. Considerando que esse contexto deriva, em grande parte, das perspectivas sobre a antropologia que vigoraram logo após a independência. Nelas se enfatizando a proveniência colonial da sua parafernália metodológica, algo habitual nos debates reflexivos daquela época. E também vigorando, desde cedo, uma expectativa utilitária face às ciências sociais.

 

Reflectindo sobre a pertinência e as causas da continuidade dessa visão sobre a disciplina, ainda agora vulgar no campo intelectual nacional, procuro também articulá-la com o espartilho utilitário a que é votada, ainda hoje, a prática das ciências sociais.

 

Constatando a possibilidade da prática antropológica desgarrada dos imperativos “aplicados” à administração de políticas, procuro apresentar um quadro para a actividade disciplinar, associada a um perspectiva de desenvolvimento e de organização democrática da sociedade.

 

 

 

 

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publicado às 06:36

Diário de despedida (4)

por jpt, em 16.08.14

 

 

Continuo a arrumar as minhas fotos em álbuns no meu mural do facebook. Hoje meto este embondeiro, lá das Cabaceiras, um cliché do viajante aqui neófito. E digo que isso mostra que também me acontece "embondeirar".

 

Outro amigo, lá no norte, que me conhece desde que cheguei, por isso riposta "embondeirar em arco". Pois ...

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publicado às 16:01

Diário de despedida (3)

por jpt, em 16.08.14

 

 

Nesta coisa das despedidas recebo um e-mail de um amigo, o BW sito lá no norte. Diz-me ele, simpático, abraço em formato de palavras, que vou passar "da ma-schamba a ma-frite".

 

Genial.

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publicado às 15:58

 

"Se quiserem dar outro nome ao Rock and Roll podem chamá-lo Chuck Berry", disse John Lennon a respeito daquele que foi o homem que (melhor) definiu a fórmula do género. Foi a partir da sessão de gravação em 1955 de "Maybellene" (um tema originalmente chamado Ira Red) que se fez o assento de  nascimento da história do Rock and Roll. Não fosse Charles Edward Anderson Berry, mais conhecido por Chuck Berry, e Elvis Presley, os Beatles, os Beach Boys, Bob Dylan e os Rolling Stones entre outros milhares não teriam sido o que se sabe (dos Rolling Stones basta ouvir as primeiras gravações, uma espécie de playlist de Berry...).

"Maybellene", "Roll Over Beethoven", "Little Quennie", "Johnnie B. Goode", "Memphis Tenesse" ou "Rock and Roll Music" eram e são o que chega para entender a influência determinante de Chuck Berry para aquilo que se faz há 60 anos.

Como bónus temos aparições de Jonh Lennon, Tina Turner e um vídeo muito engraçado de Chuck Berry com Keith Richards ("Oh Carol" de Neil Sekada).

Enfim, chega de lenga-lenga e tomem lá disto!

 

 

 

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publicado às 22:00

momento google

por jpt, em 15.08.14

 

 

Nem fazia a mínima ideia que isto acontecera ("Vereda Tropical" foi a última das quatro ou cinco telenovelas que acompanhei). De súbito, ontem, alguém me fala desta. E, nestes propósitos dramalhões, ali para o Umbelúzi, algumas caras conhecidas (até aos 11 minutos). Ainda me estou a rir.

 

(Postal com abraços para o Adelino Branquinho, para o Machado da Graça e para o Nuno Quadros)

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publicado às 03:15

Pekiwa na Kulugwana

por jpt, em 13.08.14

 

Abre amanhã a individual do escultor Pekiwa. Na Kulungwana (na estação dos CFM).

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publicado às 22:52

 

Estante Austral (2)

“Canal de Moçambique”, edição de 13/8/2014

 

É exactamente o caso deste “Kok Nam 12/12/12”, uma pequena brochura contendo, ainda assim, 43 das suas fotografias e ainda dois retratos do fotógrafo, julgo que obra do seu companheiro Funcho (João Costa), uma publicação do final de 2012, apoiada por GAPI, Sociedade de Investimento.

 

Lamentavelmente é muito escassa a edição bibliográfica dedicada à fotografia moçambicana e/ou em Moçambique. Nos últimos anos a melhoria do cenário editorial tem permitido a publicação de alguns álbuns, na sua maioria de índole turístico-paisagística. Por outro lado, num contexto diferente, a fotografia de autor, com pendor artístico, está a assumir algum relevo internacional, com a extroversão crescente de Mauro Pinto, Filipe Branquinho e Mário Macilau.

 

(O texto completo está aqui)

 

 

 

 

 

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publicado às 21:00

Plenilúnio

por mvf, em 12.08.14

 

 

A SIC deu conta com rigor científico da proximidade da Lua - que foi Super, diga-se de passagem. Está de parabéns a estação televisiva por mais esta descoberta, por este avanço no conhecimento do Universo e pela partilha desinteressada do Saber, fazendo lembrar a célebre e estafada frase de Neil Armstrong: "Um  pequeno passo para o Homem, um grande passo para a Humanidade". 

 

Vosso

mvf

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publicado às 09:30

38º templo: regina

por jpt, em 09.08.14

 

 

Um desvio monárquico na minha linha republicana - os visitantes podem não gostar do blog mas não podem negar que a gente os trata bem, tamanhas as oferendas aqui distribuídas:

 

 

 

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publicado às 20:34

Nesta sessão é a minha vez

por jpt, em 09.08.14

 

 

No campus da UEM, edifício da Faculdade de Letras e Ciências Sociais.

 

 

Sinopse: Abordo a prática da antropologia no país, considerando-a marcada pela sua imagem pública, as noções sociais sobre o conteúdo e os limites da disciplina. Considerando que esse contexto deriva, em grande parte, das perspectivas sobre a antropologia que vigoraram logo após a independência. Nelas se enfatizando a proveniência colonial da sua parafernália metodológica, algo habitual nos debates reflexivos daquela época. E também vigorando, desde cedo, uma expectativa utilitária face às ciências sociais.

 

Reflectindo sobre a pertinência e as causas da continuidade dessa visão sobre a disciplina, ainda agora vulgar no campo intelectual nacional, procuro também articulá-la com o espartilho utilitário a que é votada, ainda hoje, a prática das ciências sociais.

 

Constatando a possibilidade da prática antropológica desgarrada dos imperativos “aplicados” à administração de políticas, procuro apresentar um quadro para a actividade disciplinar, associada a um perspectiva de desenvolvimento e de organização democrática da sociedade.

 

 

Quem quiser ler o texto base da apresentação encontra-o aqui: O deslustre da antropologia (em Moçambique)

 

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publicado às 09:46

Politeísmo (123)

por jpt, em 09.08.14

 

 

 

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publicado às 03:29

O Tesouro dos Nibelungos

por jpt, em 09.08.14

 

É um dos filmes da minha vida (Die Nibelungen: Siegfried; Kriemhilds Rache ), mas também um dos momentos dela. Deixaram-me ver o primeiro filme (Siegfried) no velho programa televisivo de António Lopes Ribeiro, tinha 9 anos (foi na semana do 25 de Abril), e fiquei impressionadíssimo - algo que para sempre fiquei a agradecer à minha irmã, à guarda de quem estava e que então me permitiu o excesso noctívago.

 

Nenhum outro filme me impressionou desta maneira. Só muitos anos depois o revi, a primeira vez verdadeiramente comovido.

 

 

 

Acredito que para os cinéfilos isto que digo pareça risível. Mas para mim, pequeno amador de filmes, regressar a este ritmo e estilo é hoje difícil, não para o quotidiano. O meu sétimo sentido, o "audiovisual", está bem moldado, propenso a outras andanças, narrativas. Para acompanhar esta saga, enorme, avassaladora, a espantosa realização, a fabulosa representação, o ritmo narrativo - tudo aquilo a tornar completamente ridículo o nosso "realismo" contemporâneo - preciso de disponibilidade. De um vagar abissal.

 

 

 

Foi esse que encontrei agora. Nesta solidão episódica usei as últimas duas noites revendo os dois filmes. Ficando arrasado, exactamente como há 40 anos. Se há obra-prima no cinema é esta. Haja grandeza em cada um de nós para a vermos. 

 

Abaixo deixo os filmes, em duas versões, o primeiro legendado em inglês e o segundo em alemão, pois não encontro uma versão inglesa ou francesa. Que quem nunca os viu arrange "coragem", a tal disponibilidade para sair do nosso pequeno mundo da aparência do real. E arrisque-se a viajar. E quem já viu .... caramba, reveja.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 01:05

Postal ilustrado

por mvf, em 08.08.14

Que bonito pôr-do-Sol.... Até parece uma fotografia!

 

 

A propósito de uma troca electrónica intercontinental de impressões com o JPT, agora de partida de terras moçambicanas, sobre fotografias de género postal, os muito apreciados pôr-de-sóis, chegamos à quase conclusão de que o que a malta gosta é mesmo disso, do fim do dia, do ambiente arredondado que aquilo que os anglófonos do lado americano chamam "golden hour", do postal ilustrado evocativo de bem-estar, dessas ideias "lounge" agora em voga. Há quem diga que não pode haver mais foleiro - muitos fotógrafos evitam a cena como o vampiro se desvia da cruz, enquanto outros, pelo contrário, procuram lugares, agora designados por "spots", que lhes garantam a imortalidade. Pretendo menos que  a eternidade corporizada mas nunca sabendo o que o futuro nos reserva, espero um prolongamento na existência terrena com uma singela contribuição fotográfica feita na Índia há um bom par de anos.

A par do postalinho deixo um pensamento dessoutro exotista Henri Michaux:

"Na Índia nada há para ver. Tudo é para interpretar."

Vosso
mvf

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publicado às 10:43


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