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1. Por todo o lado opiniões muito veementes sobre aquela desgraçada fotografia da criança afogada. Bom momento para suspender o "memeismo" e ir comprar este "Olhando o Sofrimento dos Outros" de Susan Sontag, publicado há pouco na Quetzal. Bom corpo de letra, boa paginação, cento e tal páginas, escorreita escrita. Alimento para melhores opiniões. Ou, pelo menos, mais estéticas, parecendo mais lidas.

 

2. Muitos comentadores e "postalizadores" no facebook referindo que a desgraçada fotografia demonstra (grita até) a responsabilidade de todos nós no drama actual. Recuso-me à punição: não assumo qualquer responsabilidade sobre a situação síria ou qualquer outra adjacente. Nem aceito que a imputem a membros da minha família. Não tampouco aponto a algum amigo aqui em Lisboa responsabilidades na matéria - e presumo que os arrepanhados vigorosamente (nas teclas, claro) auto-punitivos não imputem similares responsabilidades a amigos meus moçambicanos. Pois a este tipo de olhos óbvio é que coitados daqueles, não só são africanos como tantos deles são negros. Gente assim, claro, inimputável destas responsabilidades alargadas sobre os males do mundo. Qu'essas como é sabido brotam sobre nós próprios, europeus. E mais ainda quando somos, e preferencialmente é assim que vamos e somos, brancos. Ou seja, mais maus, mais responsáveis. Entenda-se, mais gente. 

 

3. Responsabilidades tenho, isso sim, nisso do perder tempo com estes opinadores. E com os "editais" jornaleiros, patéticos. Que estão bem para os seus leitores.

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publicado às 22:55

Costa e os sírios

por jpt, em 03.09.15

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Até custa a acreditar mas, pelos vistos (e ouvidos) é mesmo verdade. Neste "telejornal" (basta presssionar e fazer avançar até aos 31 minutos e 35 segundos, é muito fácil) o secretário-geral do partido socialista português propõe que os refugiados sírios chegados a Portugal sejam colocados a limpar as matas, assim sem mais: querem coito? então vão lá varrer a caruma ....

 

Os adeptos, simpatizantes e militantes daquele partido, da herança do "socialismo democrático", da "social-democracia", das "boas causas", até dos "direitos humanos"? Aplaudem, com toda a certeza. E votam no homem. Por um lado isto é inenarrável, mostrando bem o que "ali" habita. Mas por outro descansa um bocado, que é um chorrilho tão constante que dá alento à esperança. Essa de que o homem não vai lá chegar ...

 

Adenda: presumo que esta convenção (relativa ao estatuto dos refugiados) esteja em vigor. Aos mais adeptos do candidato António Costa que por aqui passem proponho que cliquem, vão lá e procurem os capítulos III e IV (artigos 17 e 24, por exemplo). E vejam o inaceitável, não só em termos éticos e ideológicos, do pensamento costiano.

 

 

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publicado às 19:40

O discurso de Mia Couto

por jpt, em 03.09.15

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Mia Couto recebeu ontem da Universidade Politécnica o título de doutor honoris causa. Na ocasião proferiu um intenso discurso [versão integral]. E muito interessante, um verdadeiro documento para se abordar o ambiente cultural do país e, nisso, também o político. Mia Couto é um homem muito gostável: acessível, afável, encantador mesmo. E um cidadão muito empenhado e corajoso. (Ao longo dos anos aqui tenho repetido, em vários postais, este meu entendimento que é apreço). E é um escritor muito gostado, daqueles a que os leitores não só aderem à obra como também ao homem. A esse propósito lembro-me de um pequeno episódio que disso julgo denotativo: quando atribuíram o Nobel da Literatura ao francês Patrick Modiano procurei informações sobre o escritor, que desconhecia (afinal já tinha lido um livro, "Dora Gruber", que pouco ou nada me dissera, tão pouco que o esquecera). Via Google fui parar à página no Facebook dos seus admiradores, tinha pouco mais de 2000 inscritos. Nesse mesmo dia acedi a uma das várias páginas-FB dedicadas a Mia Couto, a qual tinha mais de 100 000 inscritos! Pequenos detalhes decerto, mas que indiciam o fervor com que os admiradores o seguem, lendo e aplaudindo. E esse fervor, que em Moçambique é também, e muito normalmente, polvilhado de orgulho pátrio, tende para o unanimismo na recepção das suas obras e das suas opiniões, uma aceitação acrítica.

 

É um pouco esse o desconforto que sinto na leitura deste discurso. Que é, como disse acima, um documento para se ler o Moçambique de agora e de antes. Tem um conteúdo social retumbante (é absolutamente delicioso, antológico mesmo, o episódio do jovem que gostaria de ser honesto mas ao qual falta patrocínio para tal). E uma vertente política notória, desses aos quais é difícil não aderir, uma defesa de valores de igualdade, de aversão às disparidades, de defesa do diálogo e da inclusão. Que corresponde, de modo quase explícito, a um rescaldo muito crítico do período presidencial recentemente terminado - algo sublinhado, por coincidência, pelas contundentes afirmações proferidas nesta mesma semana durante o julgamento em Maputo de Castel-Branco e Mbanze, ainda para mais divulgadas pela imprensa nacional em directo. São dois momentos simbólicos muito fortes, em sequência, assim uma semana a recordar em termos políticos. Mas sobre esse conteúdo político não me cumpre opinar, estrangeiro e vivendo à distância, ainda que me permita pensar que seria (e será?) bom que os termos da sua elaboração sejam discutidos.

 

Mas fundamentalmente o que me toca é outra coisa. Sei que a maioria dos jovens moçambicanos pouca ou nenhuma literatura lê. Ao longo de anos a maioria dos alunos com que trabalhei o referiram. E aqueles poucos que o tinham feito (ou faziam) ao anunciarem os autores já lidos sistematicamente lembravam Mia Couto e, ainda que muito menos, Paulina Chiziane. E, só depois, Khosa. E de literatura estrangeira, tão menos acessível e tão mais distante, muito menos ainda, algo verdadeiramente raro. Assim, para muitos o Mia é a porta de entrada da literatura. E creio até que para vários também, infelizmente, quase a de saída. É nesse contexto que me custa ler a sua concepção utilitária de literatura, ainda para mais porque prevendo (e já assistindo) à aceitação do discurso (algo agora mensurável na rapidez do "partilhar" e "gostar" no mundo internético). Pois para Mia Couto a literatura está ali para "resgatar ... [a] moral perdida" sendo o " mecanismo mais eficiente e mais antigo de reprodução da moralidade" passando "não apenas sabedoria mas uma ideia de decoro, de decência, de respeito e de generosidade". Uma subalternização da literatura a uma função social e política, como se alimento da construção e reprodução nacional. Esta posição do escritor é conhecida, até porque a pratica. E é legítima, a cada um a sua opinião. E muitos dirão que corresponderá também ao seu contexto biográfico, aos constrangimentos e urgências que entende no seu país. Mas o que (me) custa é saber que pela sua influência vai penetrar o entendimento dos que ali, apesar de tudo, vão lendo. E que assim se podem deixar algemar pela ... moralidade. Esquecendo ou desconhecendo um velho ditado do colono (ou próprio, pois tantos dos leitores são portugueses): que de boas intenções está o inferno (literário) cheio. E assim torcendo o nariz a quem aparece a dizer que nisto de leituras (e até de escritas) o bom mesmo é a ... amoralidade.

 

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publicado às 18:26

Matthew Mcconaughey

por jpt, em 03.09.15

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Matthew Mcconaughey é um actor que vi em comédias levezitas, apanhadas na tv em pleno zapping (ainda hoje o meu canal preferido), dando-lhe pouca atenção. Falta-me jeito para avaliar a beleza masculina - não é um manifesto hetero (straight no linguajar lisboeta actual), é apenas eco dos apupos que as minhas preferências estéticas no que a homens diz respeito provocam nas mulheres de quem sou próximo. Ainda assim achava-o um rapaz bem parecido, com um sorriso traquinas decerto que atraente às proto-balzaquianas d'hoje (aka cinquentonas tímidas demais para cougarices) e a algumas adolescentes mais tardias e menos proactivas. 

 

Agora, de repente, fico fan. Ontem vi um tal de Clube de Dallas onde vai soberbo. E isto na sequência de um folhetim televisivo que acompanhei há meses, absolutamente fabuloso. Daqueles marcos de década a década, acho, como se o Singing Detective, ainda que tão diferente, desta época que cruzamos: o True Detective (agora já não está na moda traduzir o nome dos filmes e folhetins em inglês, ficam no original como dantes os títulos dos discos LPs). Se este último filme lhe permite brilhar o folhetim é glorioso e muito se lhe deve. É, a partir de agora, para os próximos tempos e até ver, "o meu homem". E como recusar o apreço por alguém que, ainda por cima, se casou com uma Camila Alves?! Brinde-se a isso ...

 

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Então fiquem com uma entrevista com o homem, 40 minutos e picos

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publicado às 00:12

Branquear o quê?

por jpt, em 01.09.15

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Nestes dias e meses que vêm não tenho nem terei tempo para isto do blogar. Mas leio nos escaparates as "gordas" da entrevista que Maria Filomena Mónica deu ao jornal "i". Entre outras coisas afirma que a campanha de Costa é muito má e interroga-se sobre o que lhe terá dado para se branquear. No dia seguinte a ler isto cruzo Lisboa com uma minha amadíssima apoiante do PS (e, por arrasto, de Costa). Ao almoço já lhe referira aquele comentário. Paramos num semáforo, ao fundo da avenida dos estados unidos da américa, e lá está um cartaz (outdoor no português de agora) com um António Costa mais pálido do que eu costumo estar em dia de ressaca naquelas épocas, como agora, de clausura doméstica. Aponto-lhe, à minha amadíssima companhia (e repito-me), o cartaz e ambos nos rimos. Eu de sarcasmo enojado, ela com aquele pudor das pessoas de bem neste malgré tout próprio de alguns dos simpatizantes socialistas... O outro, o anterior, enganava as pessoas, julgando que tal era necessário, falcatruando um curso de engenheiro. Este, o posterior, engana as pessoas, branqueando (dulcificando?) a tez. Julgando que tal é necessário? Que miserável racismo. O do próprio e o do seus cipaios. Sem qualquer hesitação: antes o anterior. Muito antes o anterior. Qu'isto é do pior que já vi neste nosso país.

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publicado às 22:30

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Unicredit

 

Para além da nossa maluquice clubista, aquilo das paixões, isto da bola futebol é, e agora é-o acima de tudo, um negócio. A gente, até desaustinada, resmunga o que aconteceu nestes dois jogos e lembra-se do que aconteceu na liga do ano passado com a protecção aos patrocinados pela empresa Gazprom. E para o ano que vem, e nos vindouros também, lá estaremos, no estádio e diante dos ecrãs. A gritar "gatunos", "corruptos", aos árbitros, aos platinis, aos etc. Não vale a pena mesmo. A única coisa que poderia valer, ainda que talvez quixotesca, seria nunca consumir os produtos dos patrocinadores desta Liga Platini. Fazer os "donos da bola" pensar se este é o caminho mais ... lucrativo. É o que farei: deste conglomerado de "multinacionais" lembro-me de ter comprado batatas fritas Lays: nunca mais o farei. A Heineken terei bebido há anos, mas nunca mais pois é uma merda. E amanhã irei entregar o cartão de crédito do MasterCard ao banco. Quanto ao resto nem conheço nem conhecerei. Se já não somos adeptos mas apenas consumidores que nos comportemos como tal. Que é a única coisa que nos resta.

 

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Playstation

 

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Mastercard

 

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Lays

 

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Nissan

 

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Gazprom

 

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Heineken

 

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Adidas.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 01:48

Belém para Belém

por mvf, em 25.08.15

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Do Paulo Serra, um velho amigo de lápis aguçado, a propósito de cartazes para campanhas eleitorais.

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publicado às 15:40

Gastronomia moçambicana em Lisboa

por jpt, em 22.08.15

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Que Lisboa é na actualidade um ponto turístico global é óbvio. A cidade fervilha de turistas, de lisboetas e de locais aprazíveis para o festejo. E é Linda. É, já aqui o disse, maningue nice. Mas tem falhas, algumas clamorosas. Até agora a mais dolorosa que identifiquei é a, até surpreendente, ausência de um bom restaurante dedicado à gastronomia moçambicana. Sim, sei que há pelo menos 3 que disso se reclamam. Mas as vozes dos conhecedores são letais: não ascendem a nada mais do que matar as saudades dos mais irredutíveis. Alguns dos mais fatalistas tentam amansar os desesperados palatos com o argumento da falta de ingredientes disponíveis. Nada mais falso, os produtos estão presentes nos mercados mais acessíveis. E tudo se poderia congregar para abrir um verdadeiro restaurante moçambicano: público e publicidade, daquele boca-a-boca, não faltariam.

 

Esta minha reflexão, manifesto, é sustentada na empiria. Comprovei-a ontem, num evento acontecido numa residência particular ao bairro dos Olivais, ex-periferia da capital. Um académico moçambicano, elevadamente rompendo os estereótipos do "género", cozinhou isto: macouve, mboa, caril de camarão, feijoada (de feijão nhemba!!!) com galinha, acompanhados de xima (e arroz, este ausente da foto), com piripiri e achar à disposição. Estava tudo soberbo - demonstrando à exaustão a densidade etnográfica do intelectual autor; evidenciando as possibilidades da prática deste tipo de arte nesta cidade.

 

Se um Amador (palavra de grande respeitabilidade) consegue um êxito desta monta não percebo como é que não avançam os profissionais. O sucesso, repito, seria garantido.

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publicado às 17:15

No feedly (40)

por jpt, em 20.08.15

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O triunfo do populismo audiovisual, no sound vision.

 

Alexandre Pomar é um blog em que cada postal é recomendável. Exemplo? Esta memória de Gilberto Freyre em Lisboa, 1953.

 

Plágio nas universidades, no Muliquela.

 

Sobre "Solaris" de Tarkovski, um pequeno filme (5 minutos), através do O Homem Que Sabia Demasiado.

 

La malédiction de Raspar Capac, vol. 1, um texto sobre a história da produção de Hergé no BandasDesenhadas.

 

As canções no cinema (13), um bela homenagem à actriz Milu no Delito de Opinião.

 

Morre o livro às mãos do twitter, uma escatologia no Escrever é Triste.

 

Quando o PREC chegou às capas da colecção Vampiro, no Herdeiro de Aécio.

 

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Out of the blue: Eurovision winners 1956-2014, uma deliciosa memória da piroseira (ou de história cultural, se se preferir) via Fim de Semana Alucinante.

 

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publicado às 17:34

No feedly (39): ler blogs hoje

por jpt, em 20.08.15

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Da escrita mortalizada, um belo texto no Apenas Mais Um sobre a leitura de blogs, agora que eles já são nada moda.

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publicado às 00:31

A bola e a política

por jpt, em 19.08.15

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O mundo da bola não é uma escola de virtudes, a gente sabe. Ainda assim quando leio o que o funcionário do sector da comunicação do Benfica, o jornalista João Gabriel, vai dizendo ao longo dos anos deixo-me pensar. Quando vejo as aleivosias que diz agora, em relação a um ex-funcionário do mesmo clube, deixo-me pensar ainda mais. Este homem foi, e foi assim que o conheci, durante uma década assessor da presidência da república, no tempo de Jorge Sampaio. E se nos deixarmos perceber, clubismos à parte, as tropelias que se presta a botar em nome do actual empregador poderemos perceber mais: o desapego às verdades, às liberdades, à mais elementar noção de decente vida democrática que os seus empregadores praticam, por isso o seu apreço empregador por quem a tudo isto se presta. Os actuais e, com toda a certeza, os passados. Daí por ele optarem. E isto a mostrar a concepção de política, algo que uma actividade comunicacional, dos socialistas. Os benfiquistas resmungarão com isto que digo. E é esse o problema da vida política portuguesa (a bola que se lixe), o miserável clubismo. Que acoita tudo isto.

 

Adenda: no grupo ma-schamba no Facebook um amigo recorda o historial deste actual comunicativo do Benfica e antigo assessor de Sampaio. Lembra-nos ter sido ele a entrevistar Xanana apriosionado pelos indonésios [1ª parte; 2ª parte], um acto verdadeiramente colaboracionista. E há quem o empregue, mostrando assim o que é.

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publicado às 01:41

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Fui mais vezes ao Porto neste 2015 do que no meu anterior meio século, isto apesar de filho de portuense. Coisa de por lá ter coadjuvado uma disciplina num mestrado. Foi maneira de voltar ao meu pai, claro. Mas também de aprender a cidade, de saber amar o Porto, uma tarefa que apenas iniciei que ainda me faltará algum caminho. Fui sempre muito bem recebido, "terra de boa gente" julgo ter ouvido dizer que assim lhe chamam.

 

Um desses dias colega cicerone levou-me à obrigatória Ribeira e depois fez-me escalar uma enorme escadaria, tortuosa, bela. E bem íngreme para este fumador. Ao cimo dessas "escadas do Barredo", usufruindo a vista perguntei se aquilo era costume, se levavam todos os visitantes e a mole turista por aquele morro acima. Que "não", disse-me, que também não subia aquilo há décadas. Ri-me num "fui praxado". E continuámos a calcorrear a cidade, ainda que eu assim passado a trôpego. Nisso encontrei loja de "souvenirs" para turistas, aquelas das camisolas do Cristiano Ronaldo e dos Galos de Barcelos. Entrei e, para riso espantado da minha companhia, perguntei se tinham t-shirts com o obrigatório dístico "Eu subi as escadas do Barredo". A vendedora, dona de sotaque e tudo, nunca ouvira falar, nem de tal t-shirt nem da própria escadaria. Sorri-me, nisso até anunciando uma veterania, vera minha condição de portuense, mulato portuense-transmontano a bem dizer ...

 

Passado algum tempo a cicerone manda-me esta t-shirt, de sua autoria (desenho e estampagem). Um exemplar único que aqui mostro todo ufano. A sonhá-la o meu contributo, bem menor, para a cidade. E também minha reclamação da condição portuense.

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publicado às 17:39

O Pátio das Cantigas

por jpt, em 18.08.15

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Fui ver, em app pai de família, apesar das críticas negativas (sempre liguei pouco às críticas de cinema). Agora, depois, nem concordo com muito do que li, há condimentos do filme que me agradam: um feixe de actrizes portuguesas muito bem torneadas e agradáveis à vista, um actor reencarnando Ribeirinho em versão DJ internacional que vai bem - contrariamente a todos os outros, em particular os mais consagrados Cavaco e Guilherme, quase tétricos (o que me desiludiu mas não me surpreende assim tanto, desde José Pedro Gomes e António Feio que não vejo um único actor de humor em Portugal). Também gostei da cor do filme. E do final, a lembrar-me o The Second Best Exotic Marigold Hotel, em versão teatro amador. 

 

O filme é fraquinho, a fazer-me lembrar algumas das comédias fílmicas daquelas décadas de 40 e 50, as "gloriosas" costuma-se dizer quando se esquecem as mais esquecíveis de então. Tem acima de tudo um defeito: o argumento é muito frágil. Desconexo. Se calhar preguiçoso ou apenas destalentoso. E incapaz de esconder que o humor é muito difícil. E que, para o ser, tem que parecer fácil.

 

Vale a pena ir ver? Vi-o no cinema Alvalade (City, chamam-lhe agora, sei lá porquê). O declive da sala é bom. E tem um menu: por 9 euros refeição, bebida e bilhete (eu não comi mas reparei). Why not? Vale bem mais do que um prato de caracóis.

 

É certo que a gente também pode comer qualquer coisa em casa:

 

 

[Esta semana começa um ciclo de Jacques Tati no Nimas: imperdível].

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publicado às 09:33

Relativamente às próximas eleições, legislativas e presidenciais, em Portugal pertenço ao grupo que os sondageiros apelidam de "indecisos". Ou seja, sei em quem não votarei mas não sei se e/ou em quem votarei. E devido a um complexo contexto não estou muito concentrado no assunto, três eixos que me apartam ainda mais da política, uma mescla de razões pessoais, profissionais e da minha inscrição na sociedade civil. Neste último âmbito recordo que começou agora o campeonato e amanhã o Sporting joga o apuramento para a Liga dos Campeões, talvez o jogo mais importante do ano. Mas como no postal anterior aqui no blog o MVF referiu, criticamente, a possível candidatura da ex-ministra socialista e ex-presidente do PS, Maria de Belém Roseira, não me posso abstrair totalmente da questão. Pensei. E apenas me ocorre dizer isto:

 

 

 

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publicado às 02:02

Maria de Belém a Belém já!

por mvf, em 17.08.15

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Maria de Belém candidata-se a presidente (ou como diriam Pilar de Saramago e Dilma, a presidenta de todos os Portugueses e esas). Nome já tem a condizer com a residência oficial e só lamentamos não conhecer o putativo 1º Damo. A oposição socialista com Costa entalado com o ciclista Sampaio da Nóvoa, diz que a candidatura  de Maria é inconstitucional porque não tem a altura mínima para tão alto cargo. 

Uma gaitada meus senhores, uma gaitada.

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publicado às 21:20


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