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E ... gastronomia lusófona

por jpt, em 30.03.15

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Parlamento português chumba apelo para libertação de jornalista angolano Rafael Marques: "PSD, CDS, PS, PCP e "Os Verdes" rejeitaram hoje, no parlamento, um voto do Bloco de Esquerda a solicitar às autoridades judiciais angolanas a libertação e anulação do julgamento do jornalista Rafael Marques." - houve cinco deputados socialistas que se demarcaram da (im)posição oficial da sua bancada e votaram favoravelmente o apelo à libertação. Apesar de socialistas merecem (hoje) ser saudados e nomeados: Isabel Santos, Eduardo Cabrita, Bravo Nico, Carlos Enes e António Cardoso.

A tralha restante são as pessoas que nós temos, elegemos e merecemos. Melhor dizendo, que somos.

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publicado às 18:28

Gastronomia: os porras de XXI

por jpt, em 30.03.15

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Sim, lá na África do Sul a gente patrícia somos conhecidos pelos "porras", tamanha a profusão de sonoros porras que nos saem da boca, tamanha que até aos bantófonos e anglófonos chama a atenção.

 

Mas haveria necessidade de recuperar o velho (e semanticamente mutante) termo para inundar a capital com a tradução literal das farturas espanholas? O piadismo javardo, a la humoristas "anunciados na tv", nada mais.

 

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publicado às 16:12

Gastronomia neo-liberal

por jpt, em 30.03.15

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Numa capital Lisboa, rendida ao neo-liberalismo de vulgata, abundam os crentes da chamada Lx Factory (Fábrica lisboeta, em português arcaico), um espaço "cultural" (comercial, em português arcaico) muito em voga, ali à zona do Calvário. Deixo episódio exemplificativo do ambiente ali reinante. Cerca de 125% mais cara do que uma boa refeição no centro do Porto [ver postal anterior] em restaurante muito mais apessoado, eis o menu (cardápio, em português arcaico) de uma tasca pós-moderna e pós-alfacinha: 1600 escudos por um 

 

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miséravel prego no prato, acompanhado por ... batatas fritas de pacote.

 

Urge ocupar o Palácio de Inverno ...., enviar esta "esquerda cultural" para uma qualquer Sibéria. Genocidá-la, por assim dizer.

 

 

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publicado às 16:01

Gastronomia maçónica

por jpt, em 30.03.15

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De súbito, no Porto, a gastronomia maçónica ... um pouco a fazer-me lembrar de Maputo, aquele daqueles antigos edifícios.

 

Vamos ao que interessa, umas petingas seniores nada menosprezáveis. E preços dignos de verdadeiros defensores da equidade. Ou seja, nada maçónicos.

 

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publicado às 15:54

Top 44

por mvf, em 25.03.15

Esta semana temos o grato prazer de divulgar o segundo grande êxito musical do Movimento Cívico "José Sócrates, sempre!". O bom gosto e apurado sentido estético-musical leva-nos a pensar que este grupo terá mais chances no Eurofestival da Canção que a vetusta Simone de Oliveira. Parabéns a todos por mais esta realização artística!

 

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publicado às 14:31

No feedly (29)

por jpt, em 25.03.15

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O bloguismo, no A Barbearia do Senhor Luís.

 

Botswana Democracy, no Anthropology News (um texto de Pnina Werbner)

 

Shakespeare in Tehran, de Stephen Greenblatt, no The New York Review of Books.

 

Tolstoy replays history, de Andrei Zorin, no The Times Literary Supplement.

 

O centenário da revista Orpheu, no Ainda que os Amantes se Percam.

 

Valores às avessas, os dos socialistas portugueses, no Corta-Fitas.

 

Morreu Herberto Helder, no Escrever é Triste.

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publicado às 01:30

Colecção

por jpt, em 23.03.15

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(Fotografia de Luís Abélard) 

 

 

De vez em quando faço colecções de textos que meti no ma-schamba e coloco-as na minha conta na rede Academia.edu, sempre na crença que para alguns isso venha a ser interessante, em particular à minha filha quando crescer. Agora fiz uma outra colecção. Basta clicar neste título ma-schamba 2 (2013-2015) e ficam disponíveis cerca de uma centena de textos destes dois últimos anos, acompanhando o meu regresso a Portugal vindo de Moçambique.

 

Para quem nunca reparou e se possa interessar, deixo referência às outras colecções que antes já lá colocara:

- Ao Balcão da Cantina (crónicas de viagem e de paragem)

- A Oeste do Canal (textos sobre Moçambique);

- ma-schamba (textos em blog).

 

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publicado às 14:32

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Abaixo referi a proposta da presidente da assembleia da república portuguesa para a criação de um programa "Pessoa" que enquadre o desenvolvimento de um espaço comum para o ensino superior (e a investigação?) dos países CPLP. Referindo também a confluência disso com o programa apresentado pela nova direcção do Partido Socialista. Referi também a existência de um protocolo multilateral sobre o assunto datado de 2004, como forma de desconfiar da vacuidade das actuais declarações das lideranças políticas nacionais sobre esta matéria. E lembrando que já há uma década o anúncio do protocolo nos causava (aos envolvidos na matéria) tristes sorrisos, sabedores do que "a casa gasta". Em 2004 eu trabalhava há já dez anos ligado à cooperação nessa área, conhecia as trapalhadas provocadas pelas características sociológicas da administação portuguesa ligadas a esta área (em particular aqueles sectores hoje congregados no "Camões"). E a perfídia eunuca das instâncias universitárias, mergulhadas em rivalidades de pequena monta - poderão dizer que é mera má-língua, mas recordo que acompanhei uma reunião da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) em 1999 em Maputo. Uma cena abjecta por parte das "autoridades académicas" portuguesas. Ao que me disseram, e me continuaram a dizer, uma coisa habitual. Enfim, o que obsta não é a falta de instrumentos políticos e financeiros, é mesma a pequena gente que partidos e sociedades semi-secretas alcandoram aos sectores intermédios dos poderes públicos (presidente do conselho dos institutos politécnicos, por exemplo, lembrando a abjecta personagem, vero traidor, em 1999) ou estacionam nos pequenos postos da administração (director de serviço, chefe de divisão, etc.).

 

Enfim, para além das memórias, convirá ir ao real actual, para ver o "estado da arte". Falando-se em 2015 deste espaço comum universitário lembrei-me do acontecido em Fevereiro de ...2015. Aconteceu em Lisboa o XII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais. Propus as minhas comunicações, uma para um "grupo de trabalho" proposto por dois antigos alunos nossos, no Departamento de Antropologia da UEM. Aceitaram-me e fiquei todo contente, que melhor do que ir falar onde estão os nossos mais-novos a organizar? A Vânia, já colega professora na UEM, está a acabar o doutoramento em Lisboa e o Hélder está a fazer, com grande brilhantismo segundo me dizem, o mestrado no Brasil, auspicioso começo da sua carreira.

 

Estava eu ansioso de saber novas dele, das suas impressões e projectos. Chegado ao recinto do congresso logo perguntei por ele. "Não veio!". "Porquê?!!", lamentei, logo antevendo a inexistência de financiamento para a viagem. "Não lhe deram visto para Portugal". Fiquei estupefacto, "o quê?!!!". "Sim, no consulado português - não recordo qual a cidade brasileira - disseram-lhe que sendo moçambicano devia ir a Moçambique para pedir o visto para Portugal".

 

Assim, sem mais.

 

E estes políticos, e candidatos a políticos, e reformados políticos (como Esteves) continuam a perorar. E a gente a ouvir.

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publicado às 09:47

A apresentação do "1974"

por jpt, em 22.03.15

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Há já um mês que aqui recomendei este "1974" de Filipe Verde. Um romance que inverte o processo político português, tornando o país um regime comunista após aquela data. Sobre isso o Verde escreve um belo e agudo texto sobre o amor, a solidão e a desesperança. E também sobre a relevância, interna e pública, do acto da escrita - repito a chamada de atenção que então fiz, muito se justifica ler o livro.

 

Diz-se, e vê-se, que muito se escreve em Portugal. E muito se publica. Isso é bom - que haja tanta gente com visões e sensações a transformarem-se em ficções. E que possam ser publicadas e vendidas. Tem um outro lado da face, essa profusão de edições: se não um sucesso imediato, se não vendem como papo-secos quentes, os livros desaparecem das livrarias pouco após a sua chegada, são como se fiambre de curto-prazo, iogurte azedo até. São reenviados para os armazéns das editoras, onde guilhotinhas pressurosas os aguardam, e substituídos nos ávidos escaparates por outros garimpeiros de leitores.

 

Por isso, para que este belo "1974" não desapareça assim, passada que já está a quinzena de guarida nas livrarias - ainda para mais porque ainda que sendo Filipe Verde autor de uma muito importante obra como antropólogo se estreia agora na ficção publicada -, vos chamo a atenção: será apresentado na Livraria Bertrand do Chiado, na próxima quarta-feira dia 25 de Março, às 18.30 horas. Quem quiser (e puder) conhecer o autor e o que tem a dizer vá até lá. Quem não o possa fazer fica aqui este aviso, para sublinhar o importante: em encontrando o livro num escaparate ou numa estante leve-o, e leia-o. É muito provável que goste. 

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publicado às 15:22

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Interessante texto no Machina Speculatrix: ali se refere a iniciativa a presidente da A.R. portuguesa, Assunção Esteves, de propor aos membros da CPLP o programa “Programa Pessoa CPLP”, de mobilidade de estudantes do ensino superior e profissional similar ao "Erasmus" na União Europeia.

 

Porfírio Silva (o autor do blog) saúda a iniciativa de Esteves e a sua abertura às ideias da oposição pois, recorda, esta é uma proposta da nova direcção do Partido Socialista (a qual julgo que ele integra) inscrita no seu documento programático "Agenda para a Década", inclusive com o realce de um capítulo "Valorizar o Espaço Lusófono" e que cita no postal que aqui ligo. Independentemente da paternidade da proposta - questão política que Porfírio Silva aflora -, muito saúdo esta convergência sobre a matéria, a qual muito me interessa, até profissionalmente.

 

Entretanto, e porque o próprio postal em causa convoca explicitamente à reflexão dos leitores sobre o assunto, lembrei-me de um postal no ma-schamba: "Intercâmbio universitário em espaço lusófono". Está datado de 15 de Junho de 2004: refere a assinatura entre os ministro da educação/ensino superior da CPLP de um protocolo para a criação em dez anos de um espaço lusófono comum de ensino superior, para "promover a mobilidade de estudantes, professores, investigadores e técnicos".

 

Então, nesse postal, elaborei algumas ideias sobre a matéria. E transcrevi a notícia do "Público" com os desígnios do membro do governo português. Foi há onze anos. 11 anos! - e seria interessante saber o que se fez entretanto. Algo?

 

Agora os grandes partidos portugueses propõem o mesmo. E discute-se a paternidade da ideia "actual" ...

 

Até daqui a uma década.

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publicado às 11:49

No feedly (28)

por jpt, em 22.03.15

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Da coragem, no Abencerragem.

Manual ..., no Depressão Colectiva.

O primeiro passeio no espaço, no Herdeiro de Aécio.

Cervantes, no The Cat Scats.

Mesas de Lisboa, no Ponto Come.

Do Sahara à Amazónia, no Bioterra.

Foi Assim a Guerra das Trincheiras, no Leituras de BD. Também referido no Por um Punhado de Imagens.

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publicado às 11:45

No feedly (27)

por jpt, em 22.03.15

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Os anjos são como a revolução, vêm de bicicleta, imperdível no Escrever é Triste.

 

Wanderers, de Erik Wernquist, um belíssimo filme, via Bitaites.

 

A Lisboa de hoje e de amanhã, de António Lopes Ribeiro, um belíssimo filme, via Corta-Fitas.

 

Antigas observações de outros "observadores", no Herdeiro de Aécio.

 

Postal de um dia na estrada, um passeio por Portugal no Aventar.

 

Ser livre, no The Cat Scats.

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publicado às 11:40

No feedly (26)

por jpt, em 22.03.15

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A Fúria do Cinzento no A Terceira Noite.

 

A Esquerda e a Ecologia do Terror, no A Terceira Noite.

 

12 Bandas Portuguesas Pop de Vanguarda, no Bitaites.

 

Leonard Nimoy: longa vida a fotografar, no Bitaites.

 

Tiro ao Lado, no A Barriga de um Arquitecto.

 

A Esquerda Cega e Surda, no Delito de Opinião.

 

Ensaio sobre a Cisma, no Escrever é Triste.

 

Yvone Kane (2014), no À Pala de Walsh.

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publicado às 11:32

... de pequenos nadas

por AL, em 20.03.15

Rusks.jpgNão é segredo que adoro o mato africano, a bicheza que nele habita e os safaris que me tem proporcionado. Aperta a saudade e logo recordo as madrugadas frias e húmidas, o canto da rola, o levantar do sol e a paragem obrigatória para o café e rusks que me aquecem o corpo e a alma.

Nas minhas incessantes buscas por especiarias e temperos exóticos não é que descubro, aqui mesmo à porta de minha casa, uma mercearia que vende de quase tudo e ainda isto? Rusks!, a minha comida do mato (também tem biltong, mas eu sou mais rusks). Molho um no café, fecho os olhos e lá vou eu mato fora com quem mos deu a provar...

AL

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publicado às 00:04

 

 Há gente presa por menos que isto. Não admira que o Supremo Tribunal de Justiça rejeite com facilidade o pedido de habeas corpus apresentado pelo advogado do #44.

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publicado às 15:10


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