Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



De partida de Moçambique

por jpt, em 28.07.14

 

 

Daqui a dois meses, no princípio de Outubro, poderei assinalar vinte anos desde que cheguei pela primeira vez a Moçambique. Para ali, entre Montepuez e Namuno, para sempre o Moçambique de que sou (de que também passei a ser). Isto por mais "Ilha" que tenha fruído. Aqui vivi 18 anos, dos meus 30 aos meus 50 anos, a parte mais importante da vida, se é que isto significa algo. A minha mulher mais de 16, a minha filha todos os seus 12 anos.

 

Estamos agora, dentre de breves semanas, de regresso à Europa ("andas sempre em contraciclo", escreve-me uma amiga). Para a mais-nova um mundo outro a conhecer para crescer, para a mais-velha uma belíssima oportunidade, irrecusável. Ainda que, já, a nostalgia.

 

Para o mais-velho também o desafio, enorme, gigante, aquilo do "começar de novo". Certo que há isto do "peito feito". Mas também alguma angústia. Não só a de largar a "terra amada" (ainda que não pátria). Mas também, e em via mais chã, a da dúvida, aquilo do "que fazer?". Que trabalho haverá para um antropólogo cinquentão lá pela Europa do norte, ainda para mais nos tempos que correm? Sublinho-me, certo que há isto do "peito feito". É assim que estou.

 

Vai-me ser impossível despedir de todos aquelas e aqueles de quem gostaria. Uma despedida destas de XXI, sempre provisória, pois estamos todos "em trânsito". Mas uma despedida ainda assim. Aos que são "d'entre-rios", do Maputo ao Rovuma, do Zumbo ao Índico, deixo já agora aquilo que saberão, que vos desejo e ao país todo o bom possível (e que sei que o óptimo é o seu maior inimigo). E aos meus compatriotas aqui vizinhos desejo que sejam tão bem acolhidos e mimados como eu e a minha família o fomos nesta nossa ... vida.

 

E ficando à espera das visitas, decerto que reconfortantes. Lá no nosso futuro, aquela Bélgica terra destes: 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 23:12

Ahhhh couzamalinda!

por AL, em 28.07.14

Os meus amigos Ção e Luís quiseram mudar: arregaçaram as mangas e deitaram as mãos à vida nuns terrenos (quase) baldios que lhes herdaram. O resultado não podia ser melhor – o alojamento… os “anvirrons” … os matabichos…. Com esta qualidade, só mesmo nas Casas da Lupa.  Deixo aqui um amuse bouche.

 

 

AL

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:17

 

 

Terça-feira ao fim do dia, na Mediateca do BCI (na baixa) o lançamento do belo livro do Paulo Alexandre.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:45

A primeira sessão deste semestre dos já tradicionais seminários do Departamento de Arqueologia e Antropologia da UEM. Na próxima terça-feira, no "campus" pelas 10 da manhã com Teresa Smart e Joseph Hanlon, abordando o seu recente livro.

 

Sinopse:

 

Moçambique importa alimentos e ao mesmo tempo aqueles que os produzem continuam pobres porque a produção agrícola é muito baixa. A maioria das pessoas continua a cultivar a terra como faziam os seus avós. Mas desde o fim da guerra, há duas décadas, tem surgido um novo grupo de agricultores mais dinâmicos. Hoje contam-se já 68 000 pequenos e médios agricultores comerciais. Tal como os seus vizinhos, antigamente tinham apenas 1 hectare de terra e usavam a enxada como utensílio. Hoje cultivam entre 3 e 20 hectares e produzem principalmente para comercializar. Criaram emprego a nível da sua comunidade e estimulam a economia local.

Teresa Smart e Joseph Hanlon são os autores de Há mais bicicletas, mas há desenvolvimento? Para este livro, eles analisaram mais de perto este grupo de produtores dinâmicos – mas que poucos conhecem – e mostram de que maneira eles se expandiram.

O apoio para estes agricultores emergentes veio quase inteiramente de fora de Moçambique. As companhias estrangeiras que produzem a contrato promovem o tabaco e o algodão. O “sector público internacional” dos doadores, ONGs e agências internacionais, apoiam a soja e a mandioca. Estas companhias a contrato e organizações do sector público, providenciam os mercados essenciais, o crédito, a tecnologia e o apoio na prática. Estes produtores agrícolas passaram a ser pequenas e médias empresas (PMEs) e são agora o sector mais dinâmico da economia rural.  

Desde a independência, o governo – com o apoio de muitos doadores – seguiu a estratégia dual de tentar elevar a produtividade dos camponeses mantendo-os nas suas parcelas de um hectare e a trabalhar só com a enxada, concessionando o resto das terras a grandes plantações mecanizadas. Mas isto não funciona. Foram poucas as novas grandes plantações que tiveram sucesso e mesmo o Banco Mundial pensa que essas explorações agrícolas pertencentes a companhias estrangeiras estão condenadas ao fracasso. Mantendo as famílias na sua machamba de um hectare e a desbravar à enxada, é mantê-las permanentemente na pobreza, porque a maioria desses pequenos agricultores não tem dinheiro para comprar sementes e adubos.

Este livro mostra que os próprios produtores agrícolas moçambicanos podem tomar a dianteira se tiverem apoio para expandir a sua área cultivada e tornarem-se agricultores comerciais. Assim seriam criados empregos rurais, seria estimulada a economia rural, e no fim, seria reduzida a pobreza rural. Mas estes camponeses teriam de ter ao seu dispor toda a terra e nenhuma seria colocada nas mãos do investimento estrangeiro. É urgente uma escolha política.

 

Teresa Smart é umavisiting fellow” no Institute of Education of the University of London. É autora do Livro de Matemática - Ensino Técnico e co-autora de Há mais bicicletas - mas há desenvolvimento?, Zimbabwe Takes Back its Land, Beggar Your Neighbours e Apartheid's Second Front. De 1980 a 1985 trabalhou em Moçambique como professora de matemática no Instituto Industrial e depois como coordenadora de matemática para a Secretariado de Estado do Ensino Técnico e Profissional.

 

 Joseph Hanlon é um “visiting senior fellow” na Open University, London School of Economics, e University of Manchester, em Inglaterra. Tem vindo a escrever sobre Moçambique desde 1978 e é o editor do Boletim sobre o processo político em Moçambique desde 1993. É co-autor de Há mais bicicletas - mas há desenvolvimento?, Zimbabwe Takes Back its Land, Beggar Your Neighbours e Moçambique e as Grandes Cheias de 2000, e autor de Paz sem Benefício - Como o FMI bloqueia a reconstrução de Moçambique, Mozambique: Who Calls the Shots, e Just Give Money to the Poor.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:29

 

Como já aqui disse tenho vindo a colocar algumas centenas de fotografias em Moçambique no facebook. São, até agora, dois álbuns, o "Entre-Rios 1" e o  "Entre rios-2". Hoje coloquei mais algumas, na placidez memorialista que as acompanha. Entre as quais esta, a loja "Banca Futuro Melhor" em Mopeia, inscrita na série de lojas, barracas, barbearias e afins que muito gosto. 

 

E logo surgem os animados comentadores, demonstrando-me que perdi uma hipótese de ironizar. Fulminantes no sarcasmo catártico, "uma nova sucursal do Espírito Santo" ou "o novo escritório do Dono Disto Tudo". Obrigando-me a trazer fotografia e dichotes para aqui. É pois um postal colectivo ...

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:16

Os Medici, a génese disto tudo?

por mvf, em 26.07.14

 

Antes de serem o resto, ou seja, aquilo que se costuma designar como mecenas, os Medici trataram de se tornar ricos e poderosos através do banco que Giovanni di Bicci fundou em Florença. Corria 1397 e foi um dos primeiros bancos a surgir, nesse ano já com uma agência em Roma e daí para a frente estendendo-se fora de portas para outros estados italianos até paragens como Genebra, Lyon, Basileia, Bruges,  Avinhão ou Londres. O livro conta-nos entre verdades e mitos como a família florentina tratou de tecer as teias que enredariam política, diplomacia, o poder militar e religioso e os seus agentes - de notar que João de Lourenço de Médicis veio a tornar-se no Papa Leão X - para garantir o seu lugar no mundo. Outros seguiram o exemplo com mais ou menos requinte, com práticas e estratégias mais ou menos semelhantes e resultados equivalentes ou nem por isso.

A coisa lê-se rápido, a escrita de Parks é fácil e dinâmica e dá-nos uma ideia do Quatroccento florentino e como a cidade foi o mais importante centro cultural do Renascimento, da importância dos Medici no apoio e desenvolvimento das artes e uma lambuzadela eficaz sobre das origens do sistema financeiro moderno.

 

Parks começa pela usura, citando Ezra Pound que nos loucos anos 20 (do século passado, evidentemente!) que entendia ser o sistema bancário uma fonte de grandes males. Não se percebe onde foi o raio do poeta desencantar a peregrina ideia. Um desconfiado, portanto...

 

"... com a usura,

nenhum homem tem um paraíso pintado na parede da igreja...

nenhuma pintura é feita para durar ou para com ela viver,

mas sim para ser vendida e vendida depressa,

com a usura, pecado contra a natureza."

 

Conta-nos Parks que durante os séculos XIII e XIV se espalhou pela Europa uma rede de crédito e que no centro estava justamente Florença e que durante esse período e mais acentuadamente no século seguinte, foram produzidas na cidade algumas das mais belas obras de pintura e de arquitectura nunca antes vistas ( e por ver...) e que na família Medici aquilo que foi a génese da banca moderna e uma arte incomparável se fundiam, sustentando-se.

Conclusão: Não fosse a usura e não teríamos a Renascença...

 

 Giovanni di Bicci

 

Como o próprio autor desvenda logo nas primeiras linhas, o livro é "uma breve reflexão acerca dos Medici do séc. XV: o seu banco; a sua política; os seus casamentos, escravos e amantes; as conspirações a que sobreviveram; as casas que construíram e os artistas que patrocinaram. tenateremos expor o quanto da história deles tem para nos dizer acerca da forma como hoje vivemos a relação entre a grande cultura e os cartões de crédito, até que ponto essa história determina as nossas perpétuas suspeitas no que se refere à finança internacional e às suas relações com a religião e a política".

 

 

 

Dado o que se passa em Portugal com o Grupo Espírito Santo e, sobretudo com Ricardo E.S. Salgado, até há pouco líder incontestado do clã e do grupo que ostenta o nome de família, também conhecido desdenhosamente por DDT, o dono disto tudo, lembrei-me de reler o livrinho* do qual tenho a 1ª edição portuguesa (Ed. Presença, 2009) e que já tentei arranjar antes desta barraca toda desabar para presentear alguns amigos interessados nestas matérias mas nunca mais encontrei nos escaparates. Talvez uma reimpressão fosse oportuna para uma leitura estival... 

 

Vosso

mvf

 

 

*Título original:

Medici Money - Banking, Metaphysics ans Art in Fifteenth-Century Florence

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:20

 

Agora que o "Espírito Santo" balbucia e talvez desapareça, e enquanto se degola o bode Ricardo Salgado, intentando-se lampedusiamente que tudo mude para que tudo fique na mesma, seria interessante abandonar o rame-rame jornalístico ou o apelo da "economia/finanças" para tentar perceber um bocado mais. Não ficando preso à culpabilização do indivíduo (e seus directos) ou à lamechice do "mau gestor". Perceber a dimensão estruturante desde há décadas do peso dos Espírito Santo e dos seus "primos" na sociedade portuguesa, perceber o protectorado que exerceram nos últimos 15-18 anos no poder português (à "esquerda", como dizem os tolos, e à "direita", como dizem os tolos)

 

Para isso poder-se-ia ler "Grandes Famílias Grande Empresas", da antropóloga Maria Antónia Pedroso de Lima (D. Quixote, 2003), sua tese de doutoramento. Um livro excelente, analítico, documentadíssimo, e muito bem escrito (o que ajuda os que não vêm deste área disciplinar a ler sem esforço). Iluminador. E caso extremo da afirmação da relevância das ciências sociais, em particular da antropologia (tantas vezes condenada pelo "engraçadismo ideológico" dos seus praticantes, infectados pelo "identitarismo", mergulhados em prementes objectos como os proto-transsexuais portadores de piercings nas glandes fenecidas ou grupos de rap de descendentes de imigrantes do Burkina Faso no bairro X de Rio de Mouro).

 

Neste momento ler (ou reler) este Grandes Famílias Grandes Empresas deveria ser um apelo, uma corrida às livrarias, para quem queira perceber Portugal, e as características sociológicas e culturais dos poderes que o dominam e conduzem. Em vez da discussão vácua sobre os "erros e desvios" (exactamente, como diziam os comunistas serem as causas nada-sociológicas do fim do comunismo soviético) de um mau "gestor" (o "treinador" Salgado, no patois do futebolês dominante). 

 

Aqui fica um aperitivo-apresentação. E o convite. Tenham coragem, não custa muito, basta deixar de ler um ou dois Expressos daqueles nicolaus santos ou coisas dessas. E vale muito mais.

 

 "Analisei a forma como sete grandes famílias, detentoras de grandes empresas há várias gerações, articulam dois critérios de relação social, em regra concebidos como antagónicos: família e empresa.

 

Na sociedade ocidental, a separação entre família e economia está de tal forma enraízada que é difícil pensar estes dois conceitos de uma forma articulada (...) Os meus entrevistados da elite empresarial de Lisboa mostravam-se inquietos quando lhes sugeria que as suas alianças económicas tinham algo a ver com as suas relações familiares. Ser, simultaneamente, sócio e parente acarreta uma contradição cultural e teórica que os sujeitos sociais se esforçam por ultrapassar nas suas práticas quotidianas. Actuando num mundo onde predomina um ideal meritocrático, a elite financeira de Lisboa não pode transmitir a imagem de que é perpetuada através de um critério de consanguinidade.

 

Contudo, neste contexto social, as relações de parentesco e as relações económicas não constituem dimensões (...) distintas. Pelo contrário (...) esta interligação é um dos factores que mais contribui para a distinção que estas grandes famílias empresariais adquirem a nível social e económico. (pp. 305-306)

 

"A presença de grandes empresas familiares tem sido um elemento marcante na economia portuguesa deste século. A política económica do Estado Novo privilegiou a concentração do investimento, favorecendo, desta forma, a criação e o desenvolvimento de grandes grupos económicos (...) O período Marcelista (....) representou o culminar desta situação, tendo-se então desenvolvido consideravelmente o poder e a influência dos sete grupos económicos que dominavam a economia nacional. Curiosamente, todos estes grandes grupos económicos tinham uma ampla base familiar. Eram eles: o grupo CUF, o Grupo Espírito Santo, o Grupo Champallimaud, o Banco Português do Atlântico, o Banco Borges e Irmão, o Banco Nacional Ultramarino e o Banco Fonsecas e Burnay (...). Para além do seu imenso poder económico, as famílias que dominavam estes grupos*gozavam de um enorme prestígio social e de uma intervenção significativa, ainda que indirecta, na política portuguesa.

 

Estes poderosos grupos económicos de base familiar começaram a sua implantação em Portugal em finais do século passado e projectaram-se durante a Primeira República."

 

*["São apenas catorze as famílias que dominam os sete grandes grupos financeiros portugueses durante o Estado Novo: Espírito Santo, Mello, Champallimaud, Burnay, Cupertino de Miranda, Pinto de Magalhães, Quinas, Mendes de Almeida, Queiroz Pereira, Figueiredo, Feteiras, Vinhas, Albano de Magalhães e Domingos Barreiro" (...)] (p. 60).

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:06

36º Templo - Rod and Roll

por mvf, em 26.07.14

 Último concerto dos The Faces com um convidado de peso, a velha rata Keith Richards. Isto tem 40 anos e não soa nada mal.

 

Uma pequena nota acerca dos (The) Faces. O grupo original dava pelo nome de Small Faces, importante grupo "mod" que tinha o guitarrista Steve Marriott como figura de proa (Faces era o calão "mod" para qualquer coisa como fazedores, líderes da moda). Marriot largou o grupo em 1969 para fundar os Humble Pie e os sobreviventes foram buscar Ron Wood - que depois da extinção do conjunto em 74 se juntou aos Rolling Stones - e o extraordinário e não menos espalhafatoso Rod Stewart. Alteraram o nome para The Faces e mudaram a agulha para um Rock and Roll de linha mais dura, sendo apontados como inspiradores de alguns grupos punks.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:02

Sons aqui (22): Mabulu

por jpt, em 25.07.14

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:39

No feedly (13)

por jpt, em 24.07.14

 

 

Uma antropóloga socialista (um texto imperdível), no Provas de Contacto (e também abordada no Aventar). Que fique explícito, é o Partido Socialista que é o inenarrável aquilo, não é a Antropologia.

 

A importância da língua portuguesa, no Ainda que os Amantes se Percam.

 

- Guiné Equatorial, no Antologia do Esquecimento.

 

- A demencial devastação das florestas moçambicanas, no Moçambique para Todos.

 

- "Paris, Texas" pois morreu o Harry Dean Stanton, no Apenas Mais Um.

 

- "Coreia por Margaret Bourke-White" (o horror), no Herdeiro de Aécio.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:40

Raymond Chandler e Ian Fleming

por jpt, em 23.07.14

 

 

Uma deliciosa conversa radiofónica, em 1958, entre Chandler (Marlowe) e Ian Fleming (James Bond). Está aqui (encontrada através do Ler).

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:10

 

- Um (excelente) documentário interactivo sobre a I Guerra Mundial, do Guardian, encontrado através do Sound + Vision. A não perder.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:40

 

Uma entrevista de Richard Price, fundador da Academia.edu, feita há alguns meses quando a rede tinha sete milhões de inscritos. Bem interessante sobre o processo científico e sua dimensão económica e editorial. Passados alguns meses, em Junho passado, o número cruzou os 10 milhões.

 

(Na coluna da direita ligações para nossos [Ana Leão, Fernando Florêncio, José Teixeira e Vera Azevedo] perfis naquela rede).

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:00

Uma festa fotográfica

por jpt, em 23.07.14

 

Há dois anos já tínhamos feito uma coisa assim, então circunscrita a uma (alargada) temática moçambicana. Agora refizemos (eu, o Mário e o Nuno do Rosário) mas aberta a quem quisesse participar: 1 Imagem por 10 Semanas 2014. A proposta é que durante dez semanas os participantes coloquem uma fotografia por semana, feita nesses últimos dias, na página que criámos no Facebook.

 

Na versão anterior o lema que eu propus foi o "sem filtros". O que causou alguma confusão. Eu propunha que tirássemos os filtros dos olhos (e da cabeça) e fotografassemos o que nos apetecesse. Mas alguns mais dados à fotografia questionaram se era vedado o uso de filtros (e outras manipulações de imagem). Mas nada disso. Assim desta vez não há qualquer lema. Nem tema. Apenas um desafio, a de pensar com os olhos as formas de utilização humana do espaço (em particular aos nossos vizinhos aqui entre o Zumbo e o Índico).

 

A festividade já vai a meio, entrámos agora na 5ª semana (para cada uma delas fazemos um álbum, congregando todas as fotografias). Quase 100 participantes, cerca de 80 têm colocado sempre - e é esta a ideia, criarmos sequências individuais, um apelo a que se fotografe, em particular aqueles de nós que temos a tendência de arrumar máquinas e olhares curiosos. Nesta quase centena há alguns fotógrafos profissionais (entre os quais o MVF desta ma-schamba), uma série de fotógrafos amadores (daqueles que sabem mesmo da poda) e também vários tiradores de fotografias (entre os quais eu) ali a esmeraram-se. Gente de e em vários países e com vários interesses e sensibilidades. Eu acho que está muito engraçado.

 

Acaba daqui a cinco semanas, no fim de Agosto. Depois, quem quiser e puder, juntar-se-á em almoço. E faremos uma mostra, em molde ainda a ver como ...

 

Fica aqui a ligação, em forma de convite para quem quiser passar por lá e ver a festa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:56

Ícones

por jpt, em 21.07.14

 

 

Cada um tem os seus heróis, alguns ficcionais (os mais importantes, claro), outros sonhados. Destes últimos este é-me um dos mesmo muito mais importantes. Está aqui num auto-retrato de 1934 (bons tempos em que os homens o eram e faziam auto-retratos sem se apaneleirarem em "selfies"). Nunca me consegui explicar bem porque tanto o adoro. E nesta idade já o devia ter conseguido. Fiz dois blogs para tentar perceber porquê, mas não consegui. São de temáticas profissionais, e muito contextuais, e não interessarão à maioria dos visitantes. Mas agora que os abandono mostro-os (ligo-os) aqui. Pois têm imagens e filmes, pode ser que agradem a alguns: este (o primeiro) e este (o segundo).

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:22


Bloguistas




AL:






Tags

Todos os Assuntos




eXTReMe Tracker